ELEIÇÕES

Bolsonaro cai no colo do Centrão e afirma que PP pode ser seu partido para 2022

O presidente da República que criticava a velha política, agora faz juras de amor ao todo poderoso Centrão

O presidente Jair Bolsonaro, que já provou que, o que fala em pé, não confirma sentado, afirmou nesta sexta-feira (23) que o Partido Progressista (PP) virou uma “possibilidade de filiação” e deve ser a legenda pela qual disputará as eleições 2022.

O presidente da legenda é o senador piauiense Ciro Nogueira, que já foi da cozinha de Lula, mas pelo poder aceitou o convite de Bolsonaro para ser ministro da Casa Civil, como forma de se manter na cadeira do Palácio do Planalto.

Bolsonaro, que está sem legenda desde o final de 2019, quando brigou com o presidente do PSL por causa do Fundo Partidário, admitiu que está sendo “quase impossível” encontrar uma sigla onde possa ter o “domínio”. Para que o PP esteja com Bolsonaro, Ciro Nogueira aproveita para depenar o Presidente da República, faltando um ano para as eleições 2022.

— Tentei e estou tentando um partido que eu possa chamar de meu e possa, realmente, se for disputar a Presidência, ter o domínio do partido. Está difícil, quase impossível. Então, o PP passa a ser uma possibilidade de filiação nossa — disse o presidente, em entrevista à Rádio Grande FM, do Mato Grosso do Sul.

Bolsonaro afirmou também que é “obrigado” a se aproximar do Centrão para manter a governabilidade, mesmo criticando o grupo.

— A minha aproximação com partidos de centro é pela governabilidade. Sou obrigado a fazer isso aí. Como disse lá atrás, se alguém tem alguma bronca contra qualquer parlamentar, não se esqueça que foram vocês que colocaram eles aqui dentro.

Bolsonaro que nunca teve palavra, mente por natureza, enganou 57 milhões de trouxas e agora acha que vai convencer os brasileiros com esse papo furado, já conhecido por todos.

Desde que saiu do PSL, Bolsonaro não conseguiu criar o tão badalado Aliança 38, partido que seria de direita, mas faltou assinaturas suficientes para registar junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A situação de Bolsonaro é tão complicada, que entrou para a história política do Brasil, como o único presidente da República a não conseguir eleger prefeitos nas eleições municipais.

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