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Bolsonaro deixa o hospital DF Star andando, após três semanas de “hospedagem” com r

Equipe médica destacou “melhoras progressivas dos movimentos intestinais espontâneos” do ex-presidente

Sem conseguir comover os brasileiros com mais uma internação prolongada — ainda mais após virar réu no STF —, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) recebeu alta do hospital DF Star, em Brasília, na manhã desta sexta-feira (2/5), por volta das 11h. Foram 22 dias internado, que mais pareceram uma hospedagem de luxo: entre uma sonda e outra, Bolsonaro recebeu visitas, fez cultos, lives e até reuniões políticas. Só não jogou futebol. O único momento que pareceu ter lhe causado desconforto foi a visita de um oficial de justiça.

Acompanhado por sua equipe médica, Bolsonaro deixou o hospital caminhando, com direito a fala para a imprensa e acenos aos fiéis apoiadores que, por dias, fizeram vigília na porta do hospital — alguns, inclusive, orando para pneus e profetizando em línguas estranhas a sua recuperação. Os mesmos que jejuam por Bolsonaro são, curiosamente, os que desejam doenças e desgraças ao presidente Lula e a qualquer petista que cruzar o caminho.

Na quarta-feira (30/4), o ex-mandatário já havia deixado a UTI e sido transferido para um quarto de internação. Agora, seguirá sua recuperação em casa, em um condomínio de luxo no Distrito Federal — mais precisamente, em seu bunker de autovitimização.

Segundo boletim médico, Bolsonaro apresentou “melhoras progressivas dos movimentos intestinais espontâneos”, o que possibilitou a retirada da sonda nasogástrica na terça-feira (29/4). A recuperação do intestino, aparentemente, vai bem. Já o trato digestivo com a democracia, segue obstruído.

Ninguém se surpreenderá se, nos próximos dias, o ex-presidente reaparecer em motociatas, levantando troféu em estádio ou tomando caldo de cana com pastel frito — nada disso faz mal à sua saúde. Mas basta Alexandre de Moraes assinar algum despacho ou intimação, que Bolsonaro pode voltar ao hospital de helicóptero e maca, com direito a soro, lágrimas e a Bíblia embaixo do braço.

Fonte: Metrópoles

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