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Bolsonaro e dois ministros testam negativo para Covid-19

Diagnóstico libera presidente para participar da agenda comemorativa em razão dos 1000 dias de mandato

O presidente Jair Bolsonaro, testou negativo para Covid-19. O resultado saiu neste domingo, após cinco dias de isolamento social, por orientação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Além dele, os ministros da Justiça e da Segurança Pública, Anderson Torres, e do Turismo, Gilson Machado, também anunciaram resultado negativo para a doença. Os três viajaram a Nova Iorque, nos Estados Unidos, onde participaram da Assembleia Geral das Nações Unidas.

O resultado do exame libera o presidente a cumprir agenda comemorativa em razão dos 1000 dias de mandato em meio a mais uma crise no governo. Na segunda, Bolsonaro deve celebrar a data com a inauguração de trecho de 10 quilômetros de asfalto na Bahia. Além disso, estão previstas a liberação de títulos do Incra e a entrega de equipamentos para um centro de iniciação ao esporte chamado de Estação Cidadania.

“A Secretaria Especial de Comunicação Social informa que o Presidente da República, Jair Bolsonaro, testou negativo para a Covid-19. O exame foi realizado na manhã deste domingo (26), no Palácio da Alvorada”, diz a nota.

Três membros da comitiva foram diagnosticados com a doença. Entre os infectados, estavam o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. O cardiologista cumpre quarentena em Nova Iorque, onde mudou de hotel na ultima sexta. O primeiro a ser diagnosticado foi um diplomata do alto escalão que não teve a identidade revelada.

Além dos três, a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, e o advogado-geral da União, Bruno Bianco, também estão com Covid-19. Ambos tiveram contato com o filho do presidente.

Na quarta, o governo anunciou que 50 pessoas que integraram a comitiva estavam isoladas depois de terem contato com Queiroga. Segundo o Palácio do Planalto, Bolsonaro não apresentava sintomas e iria permanecer no Palácio do Alvorada por cinco dias, contados desde o último contato com Queiroga, na terça.

Numa postura que destoa de grandes líderes mundiais, o presidente diz não estar vacinado contra a Covid-19 e costuma colocar em xeque a eficácia e a segurança dos imunizantes, amplamente testados. Bolsonaro, que faz parte de grupo de risco por idade, poderia ter recebido a primeira dose há quase seis meses, em 3 de abril, quando o Distrito Federal liberou a vacinação para pessoas de 66 anos.
Já a primeira-dama, Michelle, afirmou que se vacinou nos Estados Unidos, durante a viagem, após receber a oferta de um médico americano, mas já poderia ter recebido a primeira dose em Brasília desde julho. A medida foi vista como “absurdo” e “desprezo” ao Sistema Único de Saúde (SUS) por políticos e infectologistas.
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