MARANHÃO

Caos no Ferryboat: Apenas duas embarcações operam entre São Luís e Cujupe

Internacional Marítima é a única empresa com ferryboats em operação nos terminais maranhenses.

O sistema de transporte aquaviário que liga São Luís à Baixada Maranhense volta a enfrentar colapso. Enquanto o governo divulga campanhas otimistas em rádios, TVs e blogs financiados pelo Palácio dos Leões e Assembleia Legislativa, a realidade nos terminais do Cujupe e da Ponta da Espera é de filas intermináveis, transtornos e revolta dos passageiros.

Atualmente, apenas dois ferryboats da empresa Internacional Marítima estão em operação. O ferryboat São Gabriel, da empresa Hevil, encontra-se em manutenção desde a última segunda-feira (3) e deve voltar a operar somente neste sábado (8). Já a embarcação Cidade de Araioses, da empresa Servi Porto — administrada pelo governo Carlos Brandão após o confisco dos barcos pertencentes ao empresário Menésio — está fora de serviço, sem previsão de retorno.

Com apenas duas embarcações navegando, o caos tomou conta dos terminais. Vans e ônibus deixam passageiros no Cujupe sem garantia de travessia, enquanto motoristas de carros de passeio e caminhões chegam a esperar até 36 horas na Ponta da Espera para conseguir atravessar a baía de São Marcos.

A situação se agrava com a lembrança de que, em junho de 2024, o governador Carlos Brandão, conhecido por “bater palmas com a mão alheia”, anunciou publicamente que a travessia São Luís–Cujupe passaria a contar com seis embarcações: o São Gabriel, o Cidade de Araioses e mais quatro da Internacional Marítima. No entanto, passados meses do anúncio, o que se vê é o contrário. As embarcações funcionam de forma precária e irregular, e o povo continua enfrentando o sofrimento diário para conseguir atravessar.

Usuários relatam falta de respeito e assistência por parte da EMAP, MOB e SEGOV, órgãos responsáveis pela gestão e fiscalização do sistema. Diante da crise, também chama atenção o silêncio do Procon-MA, que até o momento não se manifestou sobre as irregularidades e os prejuízos causados aos consumidores.

Na esfera política, o cenário não é diferente. Deputados governistas na Assembleia Legislativa preferem silenciar ou elogiar o governo Brandão, mantendo o discurso alinhado ao Palácio dos Leões em troca de cargos e benesses. Enquanto isso, a população da Baixada Maranhense continua sofrendo com a falta de estradas e o colapso no transporte marítimo.

Em um estado onde críticas são punidas e a liberdade de expressão é constantemente ameaçada, o silêncio tornou-se o caminho mais seguro para muitos profissionais da imprensa. Mas para quem vive e trabalha na Baixada, a realidade é uma só: sem ferryboats e sem estradas, o isolamento e o descaso governamental persistem. Nem o Bebê Reborn do governador Carlos Brandão viaja o Maranhão de carro ou ferryboat.

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