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Carlos Bolsonaro, calado é um poeta

'Arma de fogo legal resolveria', diz Carlos Bolsonaro sobre empresária espancada no Rio de Janeiro

O vereador Carlos Bolsonaro , filho do presidente Jair Bolsonaro , utilizou as redes sociais na manhã desta terça-feira para comentar o caso da empresária que foi espancada durante quatro horas no Rio de Janeiro por um agressor que ela conheceu virtualmente. Para o parlamentar da capital fluminense, o destino de Elaine Caparróz, de 55 anos, poderia ter sido diferente se ela tivesse uma arma em casa para se proteger.

“Se esta senhora tivesse como se defender, e fosse de sua vontade, uma arma de fogo legal resolveria justamente este absurdo. Imagine as sequelas eternas deixadas por esse covarde? A defesa pessoal dentro de sua casa têm que ser prioridade urgente do Congresso Nacional”, escreveu Carlos, que esqueceu que se o agressor também tivesse armado, a vítima teria sido morta fatalmente.

Além desta mensagem, também foi compartilhada uma imagem com alguns dos pontos principais do decreto de flexibilização da posse de armas assinado por Jair Bolsonaro em janeiro. A medida liberou a posse de armas para habitantes de todos os estados da federação , com base num critério de número de homicídios por cem mil habitantes.
Encontrada desacordada na madrugada de sábado por policiais militares em seu apartamento, Elaine Caparróz foi socorrida depois que vizinhos ouviram seus gritos de socorro e alertaram o zelador do prédio em que ela mora na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio. A paisagista permanece internada no Hospital Casa de Portugal, no Rio Comprido, na zona norte. Segundo o irmão, ela levou quase 40 pontos dentro da boca. Também sofreu fratura no nariz e nos ossos da órbita (região próxima aos olhos). Na seguda-feira, ela fez uma tomografia, que não apontou danos neurológicos. Elaine também perdeu um dente.

O agressor, Vinícius Batista Serra, de 27 anos, foi preso na saída do prédio. Ele alega que acordou em estado de surto e que, por isso, teria espancado Elaine. Vinícius já havia sido denunciado uma vez, em 2016, pelo próprio pai, Zacarias Batista de Lima, depois de agredir o irmão Diego, que é deficiente.

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