MARANHÃO

Construtora ligada a Flávio Dino e Carlos Brandão já faturou milhões na Codevasf no governo Bolsonaro com sócio oculto e laranjas

Governo Bolsonaro já reservou R$ 140 milhões para a Construservice; Codevasf diz que suas licitações seguem a lei

A Construtora Costruservice, empresa ligada ao governo Carlos Brandão, no Maranhão, já faturou milhões na Codevasf, durante a gestão do governo Jair Bolsonaro desde 2019. Segundo publicou a Folha de São Paulo, a Construtora estaria usado laranjas para abocanhar contratos milionários na estatal federal. A empresa com sede na cidade de Codó-MA, já teria assinado contratos no valor de R$140 milhões com a Codevasf e já teria embolsado R$10 milhões do montante.

Todos os contratos com o governo federal foram firmados a partir de 2019, na gestão Bolsonaro. Segundo o Portal da Transparência, a Construservice só recebeu recursos federais na atual gestão. As duas pessoas registradas como proprietárias da empresa, são as mesmas, que em 2015, foram ouvidas pela polícia e confessaram que foram chamadas formalmente para serem sócias da empresa.

SAIBA QUAL A LIGAÇÃO DA CONSTRUSERVICE COM O GOVERNO BRANDÃO/DINO

De acordo com o Portal da Transparência do Governo do Maranhão, entre 2015 e 2019, a empresa Construservice, de propriedade de empresário Eduardo José Bastos Costa, o Eduardo DP ou Imperador, havia embolsado exatos R$ 136.523.425,11 dos cofres públicos do Estado no governo Flávio Dino/Carlos Brandão.

 

Do montante, a maior parte foi repassada em 2018, ano em que Flávio Dino foi reeleito governador do Maranhão. Foram exatos R$ 56.239.183.11.

De lá pra cá, são inúmeros contratos assinados no governo do Estado, muitos deixados por Flávio Dino e em vigor na atual gestão de Carlos Brandão.

TRETAS

Em março de 2015, tanto a Construservice, quanto o próprio Eduardo DP foram alvos da Operação Imperador I, deflagrada pela Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic), da Polícia Civil, como desdobramento da Operação Detonando, desencadeada após o assassinato do jornalista e blogueiro Décio Sá.

Ainda em 2015, no mês de novembro, ele voltou a ser preso, pela então recém-criada Superintendência Estadual de Combate à Corrupção (Seccor), na Operação El Berite II, em conjunto com o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), do MP-MA.

Mesmo com todas essas tretas, a empresa Construservice continuou faturando alto no governo Flávio Dino. Mesmo após saída do comunista, Brandão, que assumiu o mandato tampão, terá que pagar os serviços prestados na gestão Dino.

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