ARTIGO

CPI ligará empresários aliados de Bolsonaro à disseminação de fake news sobre Covid

Para senadores, Hang fez sua confissão sobre participação em esquema ao depor na comissão; agora, parlamentares esperam o mesmo de Fakhoury, que será ouvido hoje

Os depoimentos de Luciano Hang e Otávio Fakoury na CPI da Covid serão usados no relatório final da comissão para fazer uma ligação direta entre os dois empresários bolsonaristas e disseminação de fake news, em especial ligadas à pandemia.

A avaliação de senadores como Renan Calheiros, responsável pelo relatório final, e de Omar Aziz, presidente do colegiado, é que, apesar da confusão do depoimento de Hang nesta quarta-feira, ele confessou que propagava o uso de medicamentos ineficazes para combater a Covid. Nesta quinta-feira, Fakhoury fala à comissão.

O objetivo dos parlamentares é que, com a citação direta de Hang e Fakhoury no relatório, o Ministério Público seja pressionado a investigar e pedir medidas contra os empresários.

Quando começou seus trabalhos, no fim de abril, a CPI tinha como meta avançar sobre o núcleo que dissemina notícias falsas ligado ao presidente Bolsonaro. Houve, inclusive, a formação de um grupo de trabalho com assessores parlamentares sobre notícias falsas, mas a iniciativa não prosperou. Além disso, Polícia Federal proibiu que o delegado da CPMI das Fake News atuasse na CPI da Covid. Com isso, o núcleo de investigação sobre disseminação de notícias falsas ficou muito enfraquecido.

Para não deixar essa frente descoberta, Renan passou a atuar para que empresários acusados de disseminar fake news sentassem no banco da comissão. O objetivo é que esses depoimentos engordem o capítulo o tema no relatório final.

Por Bella Megale

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