Empresa de coleta de lixo ganha contrato de quase R$ 2 milhões para reformar estádio de futebol em Igarapé do Meio-MA
Gestão da prefeita Aldenira Silva contratou empresa cuja principal atividade registrada é coleta de resíduos para executar obra de ampliação do estádio municipal.

A Prefeitura de Igarapé do Meio, administrada pela prefeita Aldenira Silva (PL), firmou contrato de R$ 1.603.268,26 (um milhão, seiscentos e três mil, duzentos e sessenta e oito reais e vinte e seis centavos) para reforma e ampliação do estádio municipal com a empresa D2 Ambiental e Serviços LTDA, sediada em Miranda do Norte, no Maranhão.
O que chama atenção é que a principal atividade econômica da empresa é a coleta de lixo e resíduos, conforme registro empresarial. Mesmo assim, a D2 Ambiental foi a vencedora da Concorrência nº 001/2026, referente ao Processo nº 2403.1/2026, destinado à contratação de empresa especializada em engenharia para execução da obra.

Segundo o edital, o projeto prevê a ampliação e reforma integral do campo de futebol do município, que terá medidas consideradas padrão FIFA, com dimensões de 105,83m x 70,67m.
O valor do contrato também passou a gerar questionamentos entre moradores e setores da oposição. Para críticos da gestão municipal, o montante destinado apenas à reforma do estádio é considerado elevado para a realidade financeira do município.
A empresa D2 Ambiental e Serviços LTDA pertence ao empresário Alysom de Castro Cabral e possui sede no bairro Nova Miranda, em Miranda do Norte. De acordo com registros oficiais, a empresa possui capital social de R$ 800 mil.
Além da coleta de lixo, a empresa também apresenta como atividades secundárias serviços de captação e distribuição de água, limpeza predial e domiciliar, transporte escolar, perfuração de poços, entre outros segmentos distintos.
A diversidade de atividades cadastradas e o valor do contrato despertaram dúvidas sobre a capacidade operacional e estrutural da empresa para executar uma obra de engenharia de grande porte.
Diante disso, opositores e moradores defendem que o contrato seja acompanhado de perto pela Câmara Municipal e pelos órgãos de fiscalização, como o Ministério Público, para garantir transparência, legalidade e correta aplicação dos recursos públicos destinados à obra do estádio municipal.



