Empresa do vice-prefeito de Arari é investigada por suspeita de fraude no Fundeb
Pilares do Saber é alvo de operação da Polícia Federal em contratos da educação em várias prefeituras do Maranhão.

Um escândalo atinge o município de Arari. A empresa Pilares do Saber, registrada em nome do vice-prefeito Almir de Jesus Leite Silva (PSD), é um dos principais alvos de investigação da Polícia Federal e do Ministério Público Federal por supostas fraudes em contratos de fornecimento de material didático a prefeituras do Maranhão.
O caso tramita no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) e envolve contratos milionários firmados com recursos do Fundeb e de precatórios do antigo Fundef. Segundo as apurações, os acordos foram celebrados em diversos municípios, em grande parte por meio de dispensa ou inexigibilidade de licitação, o que pode configurar favorecimento ou direcionamento irregular.
As investigações apontam para a atuação de uma organização criminosa voltada à obtenção de vantagens financeiras ilícitas. Entre os crimes sob análise estão corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em licitação, lavagem de dinheiro e desvio de recursos públicos.
De acordo com informações obtidas em celulares apreendidos, conversas e registros mencionam a empresa Pilares do Saber em negociações suspeitas que envolveriam políticos, empresários e servidores públicos.
Além do vice-prefeito de Arari, figuram como investigados o prefeito de Santa Inês, Felipe dos Pneus, o ex-secretário municipal de Educação, Fagner Gomes, o diretor de compras do município, Antônio José de Magalhães Neto, além de Hugo Fabiano Roriz Menezes e Mauro Sérgio Britto Silva.
O Ministério Público Federal destacou que os contratos da Pilares do Saber permaneceram vigentes até dezembro de 2023, reforçando a atualidade das condutas investigadas.
Na última quinta-feira (21), a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão contra Almir Leite. Foram recolhidos documentos, computadores, celulares e mídias digitais para subsidiar a continuidade das investigações sobre os contratos firmados pela empresa com dezenas de municípios maranhenses.
Fonte: Folha do Maranhão



