ELEIÇÕES

Filho de Bolsonaro pede voto para Eduardo Paes, investigado pela lava jato

O discurso de acabar com a corrupção, de que bandido bom é bandido morto, que honestidade é tudo, não funciona para quem está há 30 anos na política e conhece todas as rotas de fuga do sistema, que apodreceu e continua sendo formado pelas mesmas peças ou famílias. No Rio de Janeiro, estado mais castigado pela corrupção, onde Jair Bolsonaro foi eleito vereador e deputado federal por 7 vezes, o filho do presidenciável, Flávio Bolsonaro, candidato ao senado, declarou apoio ao ex-prefeito Eduardo Paes [investigado pela lava jato] e candidato ao governo do Rio de Janeiro. Eduardo Paes é cria de Sérgio Cabral [preso por desvio de verba pública], assim como Flávio Dino é invenção de Zé Reinaldo Tavares no Maranhão. (VEJA AQUI).

Esta semana os cariocas foram pegos de surpresa durante caminhada na zona norte do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (DEM) pedir votos para Flávio Bolsonaro (PSL). O mesmo fez o filho de Bolsonaro ao pedir voto para Eduardo Paes e chamá-lo de governador. No Ceará foi pior ainda, o senador Eunício Oliveira, que havia pedido apoio do PT para se reeleger senador, agora declarou apoio ao candidato Bolsonaro e ordenou sua equipe pedir votos para Jair.

Elogiado e chamado de “governador” por Flávio Bolsonaro (PSL), Eduardo Paes (DEM), líder nas pesquisas ao Palácio Guanabara, retribuiu o carinho. Em ato de campanha na Zona Norte nesta segunda, dois dias depois de receber o afago, discursou: “Peço o voto de vocês para eleger Cesar Maia (DEM) senador. E, a quem ainda não tiver decidido o segundo nome ao Senado, peço que considere a possibilidade de escolher o Flávio Bolsonaro”, disse Eduardo. (VEJA AQUI).

Em 2016 após ser derrotado nas urnas cariocas como candidato a prefeito do Rio de Janeiro, Flávio Bolsonaro pediu votos e declarou apoio a Marcelo Crivella, hoje prefeito da capital fluminense. Não espantem se no segundo turno o PSL estiver no mesmo palanque com MDB, PSDB, PRB, PR, e DEM, além de outras siglas. O certo é que pelo poder, vale tudo, menos o interesse do povo, que é sempre o mais prejudicados.

 

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