ELEIÇÕES

Flávio Dino bebeu do próprio veneno no debate

Sem muitos argumentos, Flávio Dino foi marcado colado e passou vexame no debate

Dizem que a mentira tem pernas curtas e data de validade. E foi justamente o que aconteceu na noite desta terça-feira (2) durante debate na TV Mirante entre os candidatos ao governo do Maranhão. A expectativa era muito grande por parte do eleitorado, mas o vexame acabou contaminando o candidato Flávio Dino que foi chamado de mentiroso várias vezes por Maura Jorge. O governador perdeu a pose e por pouco quase desceu do salto ao ser questionado pelos desmandos como apreensão e venda de motos e carros de pobres. Era nítido que os demais candidatos Roseana, Maura e Odívio iriam partir para cima com gosto de gás, mas com o botijão já quase vazio.

Entre os candidatos do debate, Roberto Rocha (PSDB) foi o mais autêntico, mostrou conhecimento dos problemas do Estado, fez questionamentos ao governador Flávio Dino, desmentiu o comunista por várias vezes e até desafiou Flávio Dino a tomar banho na Lagoa da Jansen, já que o governador do Maranhão afirmou 1.999 vezes que limpou e despoluiu a lagoa e tantos outros rios. Em vários momentos Roberto Rocha encurralou o comunista, mas suas perguntas ficaram sem respostas. Ao todo, foi bem no debate, mas poderia ser melhor, já que sabe muito do governo comunista.

Maura Jorge (PSL) entrou perdida no debate, estava confundindo pergunta com resposta e fazia seus questionamentos pela metade. Sua preocupação era mais com Bolsonaro que com sua própria candidatura ao governo do Maranhão. Talvez Maura possa ter perdido uma grande chance de mostrar suas propostas, questionar o governador e usar suas armas contra o comunista, já que no início ela demonstrou carregar mágoas de Flávio Dino desde o período em que o comunista a expulsou de seu palanque em Lago da Pedra. Ficou devendo muito no debate e talvez perdeu voto pela ingenuidade e falta de emocional.

A ex-governadora Roseana Sarney (MDB) talvez tenha superado suas expectativas, já que sempre teve dificuldades para falar em público e principalmente em debates. Mas usou suas armas e atacou na hora certa. Teve a seu favor o poder da tréplica, arma que dispara o último tiro, e o alvo não tem mais tempo para se defender. Chegou a confrontar Flávio Dino por várias vezes, até mesmo fora do tempo. Desmentiu o comunista sobre a construção dos hospitais e Iemas, que segundo Roseana, Dino apenas trocou o nome de Cetecma para Iema. Todas as vezes que foi questionada de forma sarcástica, deu o tom do debate e colocou Flávio Dino em seu lugar. Mesmo assim, ficou muito nervosa e tropeçou nas palavras por várias vezes.

O candidato Odívio Neto (PSOL) está muito longe de um candidato ao governo. Nervoso, às vezes tropeçava no próprio pensamento, bloqueava seu raciocínio e deixou muito a desejar. É claro que por várias vezes, mesmo com pouca segurança, atacou Flávio Dino, Roberto Rocha, Maura Jorge e Roseana, mas suas propostas são confusas, na verdade, Odívio não conseguiu mostrar sua capacidade como candidato ao governo do Maranhão. Precisaria de um convívio maior com campanhas eleitorais e buscar uma estratégia diferente para conquistar o eleitorado. Diante de tantas feras, ainda saiu vivo e deve repensar se a sala de aula não é o melhor lugar.

Como todos já aguardavam, Flávio Dino (PCdoB) seria o principal alvo do debate. Não deu outra. Três candidatos partiram para cima do comunista com gosto de gás. Tentou equilibrar o debate com o mesmo discurso de sempre (oligarquia, 50 anos de desgoverno, lagosta, poucas famílias), mas não colou a tática antiga. Ao publicizar suas ações, acabou sendo desmentido ao vivo e perdeu o controle emocional e foi irônico. Deixou de falar das apreensões de veículos, da suspensão das apreensões no período eleitoral, do aumento de impostos, do sucateamento das UPAS e tantos outros questionamentos. No final, talvez tenha sido abaixo da média, por ter ficado com medo de se expor próximo das eleições.

O debate ao todo foi fraco, sem propostas, muitas acusações e pouco interesse para com a população maranhense, que precisa entender, que política não está baseada apenas em campanha, candidato, eleitor e voto. É muito além disso…

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