MARANHÃO

Internacional Marítima gasta quase R$15 milhões para reformar ferryboat e Emap transforma ferryboats da Servi Porto em sucata

Presidente da Emap e Carlos Brandão abandonam duas embarcações da Servi Porto

A travessia de ferryboat entre os terminais da Ponta da Espera, em São Luís, e do Cujupe, em Alcântara, foi operada por mais de um ano com apenas 5 embarcações precárias, causando desconforto e humilhações aos passageiros que fazem esse percurso diariamente. Para tentar descomplicar, a Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap), presidida pelo baiano Guilberto Lins, trouxe o velho José Humberto, embarcação paraense com mais de 30 anos de uso, e que por muito tempo colocou a vida de baixadeiros em perigo na baía de São Marcos.

A Emap que atualmente administra a travessia de ferryboat, também é responsável pelas três embarcações da empresa Servi Porto, que foram tomadas a força em 2020 por Flávio Dino e abandonadas por Carlos Brandão desde 2022. Apenas o ferryboat Cidade de Araioses da Servi Porto funciona precariamente, quando funciona. As demais estão jogadas na lama e sendo destruídas por ferrugem.

Bem diferente do governador Carlos Brandão e do presidente da Emapa, Gilberto Lins, que colocaram os ferryboats da Servi Porto para ferrugem destruir, o empresário Luiz Carlos Cantanhede, dono da empresa Internacionanal Marítima, sabendo o valor de seu suor, tem realizado as devidas revisões em suas embarcações e cumprido com a obrigação de colocar em funcionamento pleno seus ferryboats. Na verdade, quem tem salvado a lavoura nessa travessia tem sido os ferryboats da Internacional Marítima, única empresa a possuir até dias atrás 3 embarcações em funcionamento. Agora são 4 ferryboats em atividade.

Como forma de revitalizar suas embarcações, a Internacional Marítima gastou quase R$15 milhões com a reforma e requalificação do ferryboat Cidade de Pinheiro que foi colocado em operação na última terça-feira (25), onde  o governador Carlos Brandão, deputados aliados e o presidente da Emapa, Gilberto Lins, aproveitaram para fazer fotos e ainda tentaram confundir a opinião pública como a ação fosse um ato do Governo do Estado. Na verdae, se o Governo do Estado tivesse interesse em melhorar o serviço de ferryboat no Maranhão, teria reformado as duas embarcações da Servi Porto, ao invés de abandoná-las para ferrugem.

O ferryboat Cidade de Pinheiro, agora todo reformado, tem capacidade para transportar até 428 pessoas e 40 veículos. O ferry boat agora se junta a outras três embarcações da Internacional Marítima que já estão em operação no sistema aquaviário e mais o São Gabriel da Henvil e o Cidade de Araioses da Servi Porto, somando 6 embarcações em operação.

O diretor presidente da Internacional Marítima, Luiz Carlos Cantanhede, informou que a nova embarcação teve sua estrutura completamente refeita, representando um investimento de R$ 14,5 milhões. “Foi um ano e seis meses de trabalho para que esta embarcação entrasse em operação. Toda a estrutura foi completamente refeita e reforçada, mostrando o compromisso da empresa com a segurança dos passageiros e para oferecer à população da Baixada uma embarcação confortável, com um grau de acessibilidade maior”, explicou Luiz Carlos Cantanhede.

A INTERVENÇÃO DE FLÁVIO DINO NOS FERRYBOATS DA SERVI PORTO E A IMCOMPETÊNCIA DA EMAP 

Há 4 anos, a Servi Porto, empresa que opera na travessia aquaviária por ferryboats na baía de São Marcos, do porto da Ponta da Espera em São Luís-MA para o porto de Cujupe em Alcântara-MA, está sob intervenção estadual. A intervenção foi efetivada pelo ex-governador e agora ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino.

Ao todo, três embarcações da empresa foram confiscadas por Dino, entregues para a Agência de Mobilidade Urbana (MOB) administrar, que depois Brandão colocou nas mãos do presidente da Emap, Gilberto Lins e acabaram sucateadas por falta de manutenção. A justificativa dada pela gestão Flávio Dino na ocasião – para o Estado se apropriar do negócio – teria sido de que a prestação do serviço era de baixa qualidade. Mesmo tomando as embarcações dos donos, o serviço não melhorou em nada, na verdade, ficou ainda pior, já que ao invés de continuar funcionando as três, duas foram abandonadas e uma apenas funciona precariamente sob a administração da Emap. Se a empresa estava operando de forma deficiente, deveria ter sido somente afastada da operação e não tomada de seus proprietários, como fez Flávio Dino e mantido por Carlos Brandão com aval dos deputados estaduais.

Como é de conhecimento público, a Servi Porto é uma empresa de capital privado, portanto, fez, durante os anos em que operou, sob a gestão dos proprietários, investimentos na compra das embarcações e para a manutenção dessas. No entanto, após o confisco pelo ex-governador Flávio Dino, os proprietários foram completamente afastados, sem direito a nenhuma prestação de contas. Os donos não recebem absolutamente nada pelo uso dos seus bens, são proibidos de acessar qualquer área da sua própria empresa e ainda são cobrados pela utilização de seus equipamentos, que não se restringem à operação da travessia aquaviária entre os terminais da Ponta da Espera, em São Luís, e de Cujupe, em Alcântara. Esse é um dos impactos da decisão tomada pela gestão do ex-governador Flávio Dino e mantidos por Carlos Brandão.

DÍVIDAS GIGANTES APÓS O CONFISCO

A empresa alega estar completamente endividada e nem mesmo os parcelamentos das embarcações, que foram financiadas, estão sendo pagos. Quando foi decretada a intervenção, em fevereiro de 2020, o Estado recebeu os três ferries (Cidade de Araioses, Cidade de Tutóia e Baia de São José) operantes e inteiros. Hoje apenas um funciona precariamente e as outras duas embarcações foram abandonadas, e quem deveria fiscalizar, defender os direitos do empresário, permanece em silêncio total, como é o caso dos deputados aliados, que fazem tudo que o atual governador Brandão manda na Assembleia.

Hoje, a empresa opera somente com a embarcação Cidade de Araioses, que tem dia que nada funciona e os passageiros que ainda compram passagem precisam aguardar horas a Internacional Marítima chegar de cumprireb seu horário para fazer a rota da Servi Porto. Segundo fontes, o ferryboat da Servi Porto não possui os documentos exigidos para trafegar. E o que é pior, estaria prestes a ser devolvido aos seus verdadeiros donos com essas pendências legais, tais como licenças e outros documentos vencidos. De acordo com nossa fonte, o CNPJ está bloqueado. Situação é delicada e uma ‘herança’ deixada por Flávio Dino foi acrescida por Carlos Brandão e Gilberto Lins.

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