BABADO DA SEMANA

Miliciano aliado da família Bolsonaro é morto na Bahia-BA

Ex-capitão Adriano foi morto em troca de tiros com o Bope da Bahia-BA

O ex-capitão do Bope Adriano Magalhães da Nóbrega foi morto na manhã deste domingo durante uma troca de tiros com policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Bahia, com apoio do setor de inteligência da Polícia Civil do Rio. Apontado como autor de diversos homicídios, o ex-militar era um dos criminosos mais procurados do Rio de Janeiro, inclusive com alerta vermelho da Interpol. O ex-policial militar foi localizado numa área rural do estado da Bahia, no município de Esplanada. A ação teve apoio da Secretaria de Estado de Segurança da Bahia. No início deste mês, a Policia Civil fez uma operação na Costa do Sauípe para prendê-lo, mas não o encontrou. Na ocasião, Adriano deixou para trás uma identidade falsa.

Há cerca de um ano, o ex-capitão vinha sendo investigado e monitorado pela inteligência da Secretaria de Polícia Civil, que conseguiu chegar ao paradeiro dele na Bahia. Com apoio operacional do Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar da Bahia, foi realizada uma ação com o uso de helicóptero. Segundo a polícia, Adriano era acusado de ser o chefe de um grupo criminoso formado por matadores de aluguel, que ficou conhecido como Escritório do Crime — investigado por suspeita de envolvimento nas mortes de Marielle Franco e Anderson Gomes. Ele era réu na Operação Intocáveis do Ministério Público do Rio (MP-RJ), que investiga a milícia de Rio das Pedras.

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Adriano Nóbrega estava num sítio que seria de um político. Na casa foram encontradas quatro armas: duas pistolas e duas espingardas. Ao ser surpreendido pela polícia, ele atirou com uma pistola Glock, calibre 9mm. Agentes que participaram da operação contaram ao GLOBO que houve intensa troca de tiros e que o ex-militar chegou a ser socorrido, mas não resistiu. Também foram apreendidos 13 celulares e sete chips de diferentes operadoras, que Adriano usava para evitar ser rastreado.

Deflagrada em 22 de janeiro do ano passado, com base em investigações do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MP-RJ, a “Intocáveis” revelou que o ex-capitão comandava um esquema de agiotagem, grilagem de terras e construções ilegais, com o pagamento de propina a agentes públicos, a fim de manter seus negócios ilícitos, “sempre de forma violenta e por meio de ameaças”. Adriano era o único foragido da “Intocaveis”. Os outros 12 integrantes da milícia de Rio das Pedras estão presos.

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