SAMPAIO CORRÊA

Novo gerente de futebol do Sampaio está cheio de marras com a imprensa

O pobre coitado nem bem entrou no ônibus tricolor, já quer sentar na janela e mandar mais que o presidente

O método implantado pelo gerente de futebol do Sampaio contra a imprensa maranhense não é nada democrático. Cheio de marra e com visão tosca, mostrou que pouco conhece de futebol, principalmente sobre um time de massa como é o Sampaio Corrêa, tri-campeão brasileiro, campeão da Copa do Nordeste e um dos clubes com maior torcida no nordeste. Um relato do jornalista Afonso Diniz, setorista do tricolor há vários aos, mostra o desrespeito do gente boliviano com a imprensa maranhense. CONFIRA ABAIXO O RELATO DO REPÓRTER DA RÁDIO MIRANTE AMA 600 KHZ.

Em um momento de reconstrução, o Sampaio fecha suas portas para imprensa e para toda sua torcida. Em sua primeira experiência em um grande clube, o novo gerente de futebol do Tricolor, Ricardo Pereira, tomou medidas que não condizem com a tradição do Time do Povo.

Pela porta da frente, entrei nesta sexta-feira (11), no CT do José Carlos Macieira para, como há anos faço, acompanhar uma atividade do Tricolor. Lá fiquei durante o início da montagem do treino com jogadores e comissão técnica até a chegada do então gerente.

Em alto e bom som, Ricardo Pereira anunciou que a partir de agora TODOS os treinos do Sampaio serão fechados para imprensa e torcedores. Afirmou ainda que se os jornalistas quiserem terão que chegar às 15h e coletar somente duas entrevistas e ir embora logo após. Torcida nem pensar em entrar diz a nova ordem.

Logo após seus mandamentos, Ricardo Pereira pediu que me retirasse instantaneamente, caso contrário, o treino não começaria. Eu, mesmo sequer comunicado previamente, segui o ordenamento, claro, até para não causar nenhum tipo de problema. Ainda fiz questão de cumprimentá-lo em minha saída, afinal, sempre tive bom trânsito no clube.

Antes, porém, tentei mostrar a forma com que as novas regras inviabilizam a comunicação do clube nas diversas plataformas e principalmente ao único veículo que está no dia a dia do combalido futebol maranhense. As equipes esportivas radiofônicas tem comumente três programas diários e serão extremamente prejudicadas. Sim! Logo elas que cobrem nossas equipes diariamente até quando não se tem divisão alguma…  Enfim, tentei argumentar para chegar em algo bom para todo mundo, mas novamente em alto e bom som o mandatário disse que “quem quiser tem que se adaptar”. As portas do TIME DO POVO estarão fechadas e ponto final.

Tentei contato com o presidente do Sampaio, Sérgio Frota, para saber sobre as ordens do novo mandatário, mas ele não atendeu. Não quero acreditar que concorda com essas novas medidas. Outra coisa, pelo que lá me foi informado, o técnico Flávio Araújo não fez nenhum tipo de pedido nesse sentido. Entendo que tudo isso é desnecessário, mas seguimos trabalhando de um jeito ou de outro. O rádio é imortal…

Penso até mesmo que a função da gestão de futebol tem atributos bem mais interessantes para se debruçar. Fazer com que empresários vestidos de diretores não participem da montagem e dos bastidores do clube é uma delas. Todos sabemos o quanto isso é nocivo para um clube, principalmente do tamanho do Sampaio. Ou até quem sabe tratar de coisas corriqueiras como marcar um simples amistoso para a Bolívia Querida, que é o único clube do Brasil que não consegue achar time para jogar.

Opinião do G7

Precisamos de uma manifestação imediata da Associação do Cronistas e Locutores Esportivos do Maranhão (Aclem), através de seu presidente, radialista Tércio Dominici. Da mesma forma o Sindicato dos Jornalistas, através de seu presidente Douglas Cunha. É necessário alguém tomar uma medida, já que os profissionais da crônica esportiva precisam trabalhar.

Por Afonso Diniz

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