SÃO LUÍS-MA

Para justificar atraso de salários, empresa 1001 diz ter levado calote do prefeito Braide e do governador Brandão

Rodoviários cruzam os braços e paralisam totalmente a frota; bairros de São Luís ficam sem ônibus e população recorre a transportes por aplicativo.

Os rodoviários da empresa de ônibus 1001 paralisaram completamente as atividades na manhã desta sexta-feira (14), em São Luís, após atraso no pagamento dos salários e a suspensão de benefícios como plano de saúde, tíquete-alimentação e adicionais previstos em contrato. A interrupção total do serviço deixou diversos bairros da capital maranhense sem transporte coletivo ao longo de todo o dia.

A paralisação ocorreu na garagem da empresa, localizada na MA-202, a Estrada da Maioba, no bairro Forquilha, em São Luís. Desde o início da manhã, nenhum ônibus saiu do local, afetando moradores de cerca de 15 bairros, que enfrentaram grandes dificuldades para se deslocar.

O presidente do Sindicato dos Rodoviários, Marcelo Brito, afirmou em vídeo que a empresa 1001 estaria justificando os atrasos salariais com um suposto “calote” do prefeito Eduardo Braide e do governador Carlos Brandão, relacionado ao não repasse de subsídios destinados ao transporte público. Brito também declarou que, caso outra empresa tente colocar ônibus para substituir as linhas da 1001, os rodoviários irão impedir a saída dos veículos das garagens.

Entre os bairros afetados estão Ribeira, Kiola, Vila Itamar, Tibiri, Cohatrac, Parque Jair, Parque Vitória, Alto do Turu, Vila Lobão, Vila Isabel, Cafeteira, Vila Esperança, Pedra Caída, Recanto Verde, Forquilha e Ipem Turu. Até o momento, não há previsão de retorno da circulação normal neste sábado (15).

Com a ausência de ônibus, muitos passageiros recorreram ao transporte por aplicativo, enfrentando preços elevados devido à alta demanda, especialmente nos horários de pico. Usuários relataram longas esperas e dificuldade para encontrar alternativas viáveis de deslocamento.

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