POLÍTICA

Passageiros de ferryboat que desejarem viajar na sala VIP terão que pagar bilhete de R$22,00

Com a chegada dos ferryboats São Gabriel e José Humberto, as demais empresas aderiram a política das empresas paraenses

Aquela sala VIP dos ferryboats anunciada pelo Governador Carlos Brandão nas redes sociais, com ar condicionado e poltronas confortáveis não é para que conta as moedas na hora de pagar a passagem de R$12 reais. Se quiser usufruir desse conforto, terá que coçar o bolso e contar mais moedas. Caso contrário, terá que se contentar viajar nas cadeiras duras de plástico ou em pé.

O sistema de transporte aquaviário do Maranhão, que corresponde a travessia Ponta da Espera em São Luís ao porto de Cujupe em Alcântara pela baía de São Marcos, via ferryboat, sofre com a falta de gestão por parte do Governo do Estado, que criou a Agência de Mobilidade Urbana e Serviços Públicos (MOB), que mesmo tomando as embarcações da empresa Servi Porto, acabou deixando-as sucateadas, causando enorme prejuízo aos proprietários.

Por ser um período eleitoral, e pensando em sua reeleição, o governador Carlos Brandão tenta a todo custo amenizar a situação de forma paliativa, alugando embarcações no Pará, com um único objetivo: enganar mais uma vez os baixadeiros. A tática não tem dado certo, já que os dois ferryboats paraenses estão causando transtornos ao sistema e principalmente aos passageiros, já que vira e mexe, aparecem encalhados, atrasando as viagens, causando “engarrafamentos” nos portos, e prestando um péssimo serviço.

Para piorar, os ferryboats passaram a cobrar uma taxa de R$10 a mais na passagem, se o passageiro tiver interesse de viajar na famosa sala VIP, que dispôe de ar condicionado. Na porta dessa referida sala, existe até um porteiro cobrador, para evitar a entrada daqueles que por ventura comparam a passagem simples que custa apenas R$12,00.

Segundo informações, a norma teria sido implantada pela empresa paraense Henvil, dona do ferryboat São Gabriel tem preço mais caro, e a Internacional Marítima também já aderiu a política. De acordo com informações, no Pará, na famosa sala VIP a passagem é mais cara e ao fechar o contrato com a MOB, a Henvil teria exigido aplicar a mesma política de preços aqui no Maranhão.

DENÚNCIA

Em sua página na rede social, o radialista e narrador esportivo Laércio Júnior, denunciou o abuso das empresas de ferryboat e corajosamente chamou a atenção da MOB e Procon, que fingem fiscalizar, mas nada fazem em benefício dos maranhenses. Estão todos cegos, mudos e surdos. Veja a publicação abaixo.

Em sua publicação, Laércio Júnior foi categórico ao criticar os órgãos fiscalizadores, chamar a atenção do governador Carlos Brandão, dos deputados estaduais e federais, que ultimamente estão em silêncio total com o descaso no transporte de ferryboat.

APENAS 90 DIAS

Nitidamente percebe-se que a ação dos ferryboats é eleitoreira, descaradamente, sabendo que a partir de novembro, as embarcações paraenses só continuarão no Maranhão, se a MOB reajuste o valor da passagem, projeto apoiado pela Internacional Marítima. Com contrato assinado por precariedade, ou seja, por tempo determinado. Segundo informações, o São Gabriel deve ficar aqui até dezembro, já o José Humberto, pode ter seus últimos dias de vida aqui no Maranhão, onde será aposentado por idade.

Imagens: Reprodução Rede Social (Laércio Júnior)

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