Polícia Civil prende falso médico em Bequimão; Prefeitura anuncia medidas para reforçar fiscalização
Gestão municipal determinou abertura de processo administrativo e exige atualização imediata da documentação de profissionais de saúde

A Polícia Civil do Maranhão prendeu em flagrante, na tarde desta quarta-feira (10), um homem identificado como Francisco de Assis Silva Cabral, de 40 anos, suspeito de exercer ilegalmente a medicina em Bequimão, na Baixada Maranhense.
Segundo as investigações, o acusado não tinha vínculo formal com a Prefeitura e utilizava de forma fraudulenta o número de registro no Conselho Regional de Medicina (CRM) de outro profissional com o mesmo nome. O caso foi denunciado pelo verdadeiro titular do CRM.
Ainda de acordo com a Polícia Civil, o investigado concluiu o curso de medicina na Bolívia em 2022, mas não realizou o Revalida — exame necessário para validar diplomas estrangeiros e autorizar o exercício da profissão no Brasil. Há indícios de que ele teria realizado atendimentos em outras cidades da região, como São Vicente de Ferrer.
O caso foi registrado na Delegacia de Polícia de Bequimão, e o suspeito foi autuado por falsidade ideológica e exercício ilegal da medicina. Após os procedimentos legais, ele foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça.
Manifestação da Prefeitura de Bequimão
A Prefeitura de Bequimão emitiu nota oficial nesta quinta-feira (11), informando a adoção de medidas de controle mais rigorosas sobre a documentação dos profissionais de saúde que atuam no município.
Segundo a gestão, o prefeito Zé Martins determinou a abertura de processo administrativo para apurar responsabilidades e estabeleceu o prazo de cinco dias para que médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e demais servidores da saúde apresentem registros atualizados. Veja o decreto na íntegra abaixo.


A Prefeitura também informou que, junto ao Hospital Lídia Martins, está colaborando com a Polícia Civil e demais autoridades competentes para garantir o total esclarecimento do caso.
Veja abaixo a nota na íntegra:

NOTA
Assim que tomou conhecimento da operação policial que resultou em prisão por exercício ilegal da medicina, em Bequimão, a Prefeitura Municipal instaurou uma investigação interna para apurar os procedimentos adotados durante a contratação do suposto falso médico.
As informações levantadas, até o momento, pela Polícia Civil indicam que o investigado não possuía contrato empregatício com o município de Bequimão. Alguns contratados pagavam para que ele os substituíssem nos plantões. A denúncia foi feita pelo médico titular do nome e do registro no Conselho Regional de Medicina (CRM) usados pelo investigado.
Ainda segundo a Polícia Civil, o investigado se formou na Bolívia, em 2022. Porém, não havia passado no Revalida, teste que valida a atuação dos médicos formados fora do Brasil.
Por meio de decreto, o prefeito Zé Martins determinou a abertura de processo administrativo para apurar os fatos e estabeleceu o prazo de cinco dias para que todos os médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e demais profissionais da saúde, em atuação no município, apresentem suas documentações atualizadas, aumentando o rigor na verificação dos registros.
A Prefeitura de Bequimão e a gestão do Hospital Lídia Martins colocam-se à disposição da Polícia Civil, responsável pela investigação, e de quaisquer outras autoridades competentes para o completo esclarecimento do caso.



