Prefeito de Guimarães-MA vai torrar quase meio milhão de reais com “rega bofe”
Enquanto milhares de vimarenses enfrentam dificuldades para sobreviver, gestão municipal firma contrato de R$ 488.888,00 para despesas com refeições, coffee-breaks, quentinhas, coquetéis, lanches e salgados.

Um contrato firmado pela Prefeitura de Guimarães tem provocado forte repercussão e gerado indignação entre moradores do município. O documento prevê gastos de R$ 488.888,00 (Quatrocentos e oitenta e oito mil, oitocentos e oitenta e oito reais) destinados ao fornecimento de alimentação, incluindo self-service, coffee-break, quentinhas, coquetéis, lanches e salgados — o popular e conhecido “rega bofe”.
As despesas autorizadas pela administração do prefeito Magno (PV) passaram a ser alvo de críticas entre moradores, que questionam a prioridade dada aos gastos públicos em um momento em que parte da população enfrenta dificuldades econômicas. Enquanto isso, vereadores aliados da gestão permanecem em silêncio sobre o tema.
Guimarães enfrenta atualmente uma série de desafios administrativos e reclamações relacionadas à oferta de serviços essenciais. Nesse contexto, cresce entre os moradores a percepção de que recursos consideráveis estariam sendo direcionados para alimentação institucional e eventos, enquanto áreas consideradas prioritárias seguem aguardando investimentos mais consistentes.
A empresa responsável pelo fornecimento dos serviços é a empresa S CASTRO, sediada em Bacabal, a quase 400 KM. A contratação e o valor previsto no contrato também passaram a levantar questionamentos sobre os critérios adotados pela administração e sobre o alinhamento dessas despesas com as necessidades mais urgentes da população.
A repercussão do caso tomou conta das conversas entre moradores e das redes sociais. Para muitos, o gasto é visto como um verdadeiro “tapa na cara” da sociedade, especialmente diante das dificuldades enfrentadas por parte dos vimarenses. Entre os questionamentos mais recorrentes está se os recursos públicos estão sendo aplicados de forma eficiente e se refletem, de fato, as prioridades da população.
Embora despesas dessa natureza façam parte da estrutura administrativa pública, situações como esta reacendem um debate importante sobre transparência, responsabilidade fiscal e definição de prioridades.
A população de Guimarães, como qualquer outra, espera que os recursos públicos sejam administrados com equilíbrio e tenham como foco principal o fortalecimento dos serviços essenciais, o desenvolvimento local e a melhoria das condições de vida da cidade. O episódio reforça, mais uma vez, o papel da fiscalização cidadã e da cobrança por uma gestão pública ética, transparente e eficiente.



