JUSTÍÇA

Prefeito de Turilândia-MA, aliado do deputado Pedro Lucas, permanece foragido após mandado de prisão expedido pela Justiça

Paulo Curió é investigado pelo Gaeco por suposto desvio de cerca de R$ 56 milhões dos cofres públicos.

O prefeito de Turilândia, Paulo Curió (União Brasil), permanece foragido da Justiça após ter a prisão decretada no âmbito da Operação Tântalo II, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Maranhão (MPMA). O gestor é aliado político de primeira hora do deputado federal Pedro Lucas Fernandes.

A operação foi deflagrada na última segunda-feira (22) com o objetivo de desarticular um suposto esquema criminoso que, segundo as investigações, teria causado um prejuízo superior a R$ 56 milhões aos cofres públicos municipais. Paulo Curió é apontado como um dos principais alvos da ação e teve mandado de prisão expedido, mas ainda não foi localizado pelas autoridades.

Ao todo, foram expedidos 51 mandados de busca e apreensão e 21 mandados de prisão, por determinação da desembargadora Maria da Graça Peres Soares Amorim, da 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA).

No curso da operação, foram presos a vice-prefeita Tânya Mendes (PRD), cinco vereadores, além de outros investigados suspeitos de envolvimento no esquema. As investigações apontam para a prática dos crimes de organização criminosa, fraude em licitações, corrupção ativa e passiva, peculato e lavagem de capitais, que teriam ocorrido desde a primeira gestão de Paulo Curió, reeleito no ano passado.

Entre os investigados também está a primeira-dama Eva Curió, esposa do prefeito, que é pré-candidata a deputada estadual e vinha realizando uma pré-campanha de grande visibilidade no estado.

As apurações envolvem diversas empresas, entre elas Posto Turi, SP Freitas Júnior Ltda, Luminer Serviços Ltda, MR Costa Ltda, AB Ferreira Ltda, Climatech Refrigeração e Serviços Ltda, JEC Empreendimentos, Potencial Empreendimentos e Cia Ltda, WJ Barros Consultoria Contábil e Agromais Pecuária e Piscicultura Ltda, além de outras pessoas físicas e jurídicas, servidores públicos, particulares e agentes políticos.

Durante o cumprimento dos mandados, em um único endereço em São Luís, foram apreendidos quase R$ 5 milhões em dinheiro. A Justiça também determinou o bloqueio inicial de R$ 9,4 milhões nas contas bancárias dos investigados.

Posteriormente, foi autorizado o bloqueio total de R$ 22.349.169,57, valor correspondente à diferença entre o montante inicialmente identificado como desviado, de R$ 33.979.768,02, e o prejuízo total estimado, que pode ultrapassar R$ 56,3 milhões.

Até o momento, Paulo Curió não se apresentou às autoridades, e o caso segue sob investigação do Ministério Público e dos órgãos de segurança do Estado.

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