SÃO LUÍS-MA

Prefeitura de São Luís atrasa repasses ao IGAS há cinco meses e terceirizados da Semcas seguem sem receber salários

Funcionários relatam salários atrasados, afastamento dos postos de trabalho sem baixa na carteira e pressão da empresa para funcionário pedir demissão.

A Prefeitura de São Luís não repassa há pelo menos cinco meses os valores previstos no contrato firmado com o Instituto de Gestão e Ação Social (IGAS), responsável por serviços terceirizados na Secretaria Municipal da Criança e Assistência Social (Semcas). Como consequência, cerca de 50 trabalhadores permanecem sem receber salários e benefícios há 2 meses, e foram afastados dos postos de trabalho sem que a baixa na carteira profissional fosse realizada. O IGAS também estaria pressionando os trabalhadores a pedir demissão.

O contrato entre o IGAS e a Semcas, que soma R$ 3.111.624,00 (Três milhões, cento e onze mil, seiscentos e vinte quatro reais), permanece vigente, mas, segundo funcionários, os atrasos nos repasses teriam iniciado há meses, se agravando nas últimas semanas. A empresa informou aos colaboradores, no dia 7 de novembro, que as atividades estavam suspensas por tempo indeterminado, orientando que ninguém retornasse aos postos de trabalho. No entanto, os trabalhadores afirmam que não receberam os salários em atraso, tampouco auxílio-alimentação, e quem já deixou a empresa, nunca recebeu a recisão.

A situação gerou protesto nesta quinta-feira (27), quando funcionários compareceram à sede da Semcas para cobrar providências. A manifestação ocorreu em meio a relatos de dificuldades financeiras e falta de retorno claro por parte da prefeitura ou da empresa. Na Semcas é proibido falar no assunto, segundo funcionários do IGAS.

Fontes ligadas à gestão a gestão Eduardo Braide, afirmam que o prefeito de São Luís estaria atribuindo a responsabilidade do impasse a supostas inconsistências herdadas de gestões anteriores, o que estaria sendo usado como justificativa para suspender o pagamento ao IGAS. O contrato, no entanto, é executado há cinco anos, sem registro público de questionamentos anteriores.

Há ainda informações de que o atraso nos repasses poderia favorecer a substituição do IGAS pela empresa CLASS, que recentemente venceu licitação na Secretaria Municipal de Educação (Semed) para serviços semelhantes. A prefeitura não se manifestou oficialmente sobre o assunto até o momento.

O montante não repassado ao IGAS, já ultrapassaria R$ 1,5 milhão, segundo fontes, deixando dezenas de trabalhadores sem renda há meses e em situação de vulnerabilidade. Um áudio gravado por um representante do IGAS, identificado por Tony, coloca ainda mais gasolina na fogueira e incendiar a Semcas.

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