POLÍTICA

Ribeiro Neto recusa verba do Fundo Partidário e Amanda Gentil é a campeã de recebimento. Mais de R$ 8 milhões foram para apenas 4 candidatos

Duarte Junior, Flávia Alves, Lucyana Genésio e Detinha completam o G5 dos campeões da verba pública

Estamos chegando ao final dos 45 dias da campanha eleitoral e já está tudo pronto para a maior festa da democracia, que acontece domingo(02). Em um processo desgastante, desde junho, os candidatos já estavam com seus respectivos blocos na rua para alcançar o tão almejado mandato.

E sem sombra de dúvida, por razões distintas, alguns dos 367 que disputam uma das 18 vagas pelo Maranhão das 513 disponíveis na Câmara dos Deputados, chamam atenção mais do que outros. Em todo Brasil, 10.700 se candidataram, o que significa que a eleição de 2022 é a mais concorrida dos últimos 30 anos.

Entre os chamados “novatos”, a visibilidade intrinsicamente ligada com a estruturação de campanha, cinco despontam sobre os demais, sendo que quatro são mulheres. São elas: a filha do prefeito de Caxias, Fábio Gentil – Amanda Gentil(Progressista), as irmãs do presidente da Assembleia Legislativa – Othelino Neto e do prefeito de Pinheiro Luciano Genésio, respectivamente – Flávia Alves(Federação/PCdoB) e Lucyana Genésio(PDT).

Fechando a lista está à deputada estadual Detinha(PL). O também parlamentar estadual Duarte Júnior(PSB), em termo de estrutura, é o que mais chama atenção entre os novatos do sexo masculino. Juntos, os cinco candidatos, receberam nada mais nada menos que R$ 8 milhões de reais.

ENTRE OS CAMPEÕES –
O resultado do pleito ainda é uma incógnita, mas entre os campeões no recebimento de recursos oriundos do polêmico Fundo Eleitoral, na categoria novatos, está a jovem Amanda Gentil com R$2.700 milhões, seguida pelo “filho do povo” – deputado Duarte Júnior, que abocanhou R$ 2.100 milhões.

A até então desconhecida Flávia Alves chegou, chegando, e é dela o terceiro lugar com R$ 1.500 milhões. Fechando a lista estão à deputada estadual Detinha, que recebeu R$ 1 milhão de reais e Lucyana Genésio com R$ 700 mil.

RECUSANDO O FEFC 

O vereador de São Luís de primeiro mandato Ribeiro Neto, que mesmo sem sobrenome político e não advindo de família abastarda, mostrou ousadia e decidiu se candidatar ao cargo de deputado federal, tem chamado atenção do eleitor maranhense por razão distinta dos demais.

Ele, assim como fez em 2018, foi o único a abri mão do fundo eleitoral. “Isso é uma questão de consciência. Sou contrário ao uso de recurso público para financiar campanha política. O Patriota já recebeu algo em torno de R$15 milhões, e como presidente da municipal e vice-presidente da estadual teria direito a mais de R$ 2 milhões, porém não concordo com esse financiamento. Dinheiro do povo, obrigatoriamente, deveria ser usado para fomentar políticas públicas”, tem defendido Ribeiro Neto.

FUNDO ELEITORAL 

Ressalta-se que o polêmico Fundo Eleitoral, cujo nome oficial é Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) foi criado pela lei 13.48717 e alterou a de n° 9.504/97. Ele é um “fundo criado para custear as despesas nos períodos eleitorais, alimentado com dinheiro do Tesouro Nacional, ou seja, com o pagamento dos tributos pagos pelo cidadão brasileiro e distribuído às siglas partidárias para bancar as campanhas, portanto, é importante ratificar que o recebimento dos recursos do FEFC não fere a legalidade, contudo precisa ser avaliado pelo eleitor no que tange à moralidade.

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