Rodrigo Lago e Fernando Braide denunciam a situação do “asfalto” na Estrada do Afoga, inaugurada por Brandão há apenas 6 meses
Obra de R$ 16 milhões virou lamaçal antes de completar um ano; oposição aponta desperdício e superfaturamento com dinheiro público

A rodovia MA-339, no trecho conhecido como Estrada do Afoga, no município de Anajatuba, virou símbolo do desperdício de recursos públicos e da má execução de obras no governo Carlos Brandão. Inaugurada com festa em 6 de dezembro de 2024 — com direito a boi no rolete, distribuição de camisas e bonés — a estrada não resistiu sequer ao primeiro período chuvoso e hoje apresenta crateras, buracos e trechos praticamente intransitáveis.
Os deputados estaduais Rodrigo Lago e Fernando Braide estiveram no local nesta semana e denunciaram o colapso precoce da via. “É o seu dinheiro indo pelo ralo em mais um serviço mal feito do Governo Brandão. A lista é grande, assim como os prejuízos para a população, que vê um sonho se transformar em pesadelo. Mas, com certeza, tem alguém se beneficiando com isso. E a gente se pergunta: pra onde está indo esse dinheiro?”, questionou Rodrigo Lago.

A obra, segundo o próprio governo estadual, custou cerca de R$ 16 milhões. Dos 18 quilômetros da MA-339, 5 km teriam passado por recapeamento e os outros 13 km teriam sido completamente “asfaltados”. No entanto, os parlamentares apontam que o material utilizado era de péssima qualidade — comparando o asfalto com um “sonrisal”, que se dissolve com pouca água.
Fernando Braide também não poupou críticas: “A estrada que foi inaugurada em dezembro do ano passado com muita festa, boi no rolete, propaganda e distribuição de camisas, está aqui, em ruínas. Essa é a realidade que o governador Brandão não quer que você veja”, enfatizou.
A denúncia dos parlamentares se soma a uma série de críticas que vêm sendo feitas à gestão estadual, acusada de priorizar marketing político em detrimento da qualidade das obras públicas. A Estrada do Afoga, que deveria garantir mobilidade e desenvolvimento para a região da Baixada Maranhense, hoje representa mais um retrato do abandono e do descaso.



