SAMPAIO CORRÊA

Sampaio volta a empatar no Castelão

O empate agora foi pela terceira rodada do Campeonato Maranhense 2019

Foi um jogo horroroso. Por parte do Sampaio, do Imperatriz e da arbitragem. Na noite desta quarta-feira (30), no Castelão, tricolores e colorados fizeram uma partida cheia de erros técnicos e táticos e ficaram em um modesto e sem brilho 1 a 1.

O Tricolor foi quem abriu o placar ainda no primeiro tempo com Maxuel Samurai. O Cavalo de Aço igualou o jogo somente na etapa final, com Júnior Chicão de pênalti.

Com o resultado, o Sampaio chega aos sete pontos na primeira colocação, mas tem a liderança ameaçada na rodada pelo Moto, que pode chegar a nove. O Imperatriz subiu para terceira colocação, mas também pode perder posições por conta de resultados que podem acontecer na rodada.

Análise

Faz tempo que não vejo um time do Sampaio tão abaixo da crítica. Sempre disse que temos que dar um crédito por conta da reformulação e de todo esse trabalho embrionário que o Tricolor escolheu fazer, entretanto, mesmo com todo esse senão é preciso que se diga que a equipe vem atuando muito mal. Até mesmo para o próprio técnico Flávio Araújo, que tem sido bem sincero em suas análises após os jogos.

O treinador até prometeu um primeiro tempo com agressividade e intensidade, mas o que se viu novamente foi aquele velho time apático, errando exaustivamente passes, espaçado, cometendo erros técnicos que fazia tempo que não havia visto um atleta com o tamanho dessa camisa cometer.

O torcedor boliviano tem toda razão em externar toda essa preocupação que tem sido apresentada durante o começo da temporada 2019. O difícil foi ver que o técnico Flávio Araújo, que repito, também concorda com tudo isso, chamar a situação de “inexplicável”.

É claro que é cedo para tudo, mas já ficou mais do que cristalino que o Sampaio precisa fazer uma manobra gigantesca para mudar de norte e finalmente encontrar seu caminho em 2019, que quero crer que não seja esse. É de saltar olhos….

A nota negativa do jogo poderia ser ainda pior se o Imperatriz conseguisse colocar em campo toda expectativa que se tem sobre o elenco cavalino. Também não fez um bom jogo o Colorado, não soube aproveitar a superioridade técnica e numeral que teve no jogo – já que jogou boa parte do confronto com um a mais por conta da expulsão do zagueiro Moisés. O Cavalo de Aço tem vivido de migalhas individuais e precisa urgentemente de um senso coletivo se quiser ir a algum lugar.

Para fechar o baixo nível da partida tivemos uma péssima arbitragem do Maykon Matos Nunes – em todos os aspectos. Técnico, disciplinar e toda condução do jogo de uma maneira geral. As duas equipes saíram reclamando e isso é um agravante vital contra o árbitro. Chamou atenção algo que a comissão de arbitragem precisa investigar: jogadores dos dois times acusaram o árbitro de ameça e xingamentos – isso é sério e precisa ser aprofundado.

Sobre os lances capitais diria que a expulsão do Moisés foi infantil e ele foi quem pediu que o vermelho acontecesse, pois zagueiro com amarelo não pode ser imprudente da maneira que foi. Mas, é preciso dizer que a arbitragem não manteve o critério e, depois que viu que se perdeu, começou a distribuir cartões como justificativa de erro.

Sobre o pênalti, ficou claro que no lance anterior a arbitragem não marcou uma falta no lateral Rômulo. Ainda há uma reclamação de impedimento, que confesso que só a imagem para tirar a dúvida. Quanto a falta não há o que discutir, pois realmente aconteceu. Mas por conta de toda jogada anterior, lógico, foi mal marcado.

Aliás, depois desse lance a condução do jogo só piorou por parte de toda equipe de arbitragem. Entendo a ideia de renovação dos profissionais da arbitragem, mas é preciso fazê-lá com bastante tato. Esse é o tipo de jogo para um árbitro experiente e o Maykon mais uma vez mostrou que não é.

Por Afonso Diniz

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