LEGISLATIVO

“São Luís não tem motivos para comemorar Dia Mundial da Educação”, diz Coletivo Nós

Em São Luís, além de escolas sucateadas e sem retorno 100% das aulas presenciais, cerca de 8 mil professores estão em greve

Neste 28 de abril é comemorado o Dia Internacional da Educação, data que simboliza a união dos países em prol da educação mundial, estabelecida durante o Fórum Mundial da Educação em 2000, que foi organizado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO). Em São Luís, além de escolas sucateadas e sem retorno 100% das aulas presenciais, cerca de 8 mil professores estão em greve desde o dia 18 de abril, reivindicando atualização do piso salarial.

Há mais de cinco anos sem reajuste, os professores pedem o repasse garantido pelo Governo Federal com a atualização do piso nacional de 33,24% para docentes do nível médio, e a repercussão em toda tabela salarial do magistério, com 36,56% de reajuste para todos os professores com nível superior. A Prefeitura de São Luís ofereceu apenas 5%, o que resultou na greve. Em nova rodada de negociação, subiu para 10,06% a oferta, que continua bem abaixo do esperado pela categoria.

O Coletivo Nós (PT), mandato coletivo da Câmara, tem mediado o diálogo entre os professores e vereadores. “Nosso mandato tem pautado desde o início da legislatura a educação pública de qualidade e valorização dos profissionais da educação. A greve é uma forma de lutar por direitos que estão sendo negados a esta categoria, que nunca conseguiu ser recebida e ouvida pelo prefeito. Estamos ao lado dos trabalhadores e trabalhadoras e articulando junto aos vereadores da Casa esse compromisso para que o reajuste repassado pelo Governo Federal seja dado a quem é de direito”, frisou o co-vereador Jhonatan Soares.

Além do apoio na atual greve, o Coletivo atua na Comissão Permanente de Educação da Câmara encaminhando as pautas reivindicadas pelo Sindicato dos Profissionais do Magistério da Rede Pública Municipal de São Luís – SINDEDUCAÇÃO. Entre as demandas, o mandato lidera uma campanha pela

construção de novas escolas e pelo fim de espaços inapropriados para educação de crianças e adolescentes.

Também participou da articulação para a nomeação de 70 profissionais da educação aprovados no concurso público em 2016, que aguardavam serem chamados; aprovou três emendas ao Projeto de Lei nº 338/21, de autoria do Executivo Municipal, que concede abono aos profissionais da rede de educação básica de São Luís, também conhecido como 14º salário; e realizou uma audiência pública na Câmara para tratar do plano de retorno das aulas na rede municipal de ensino.

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