Secretário de Educação de Arari-MA critica sindicato e professores em vídeo ao defender prefeita
No pronunciamento, ele afirmou que o plano de cargos e salários aprovado em dezembro de 2024 seria “uma manobra eleitoral”.

O secretário de Educação de Arari-MA, Alexandre da Costa Alves, divulgou um vídeo em defesa da gestão da prefeita Maria Rodrigues, conhecida como Simplesmente Maria, no qual criticou o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Arari (SINTRAP) e professores da rede municipal. No pronunciamento, ele afirmou que o plano de cargos e salários aprovado em dezembro de 2024 seria “uma manobra eleitoral” e financeiramente inviável.
Apesar disso, o secretário destacou medidas como o pagamento de terço de férias e a concessão de gratificações (R$ 2 mil para servidores operacionais e professores de 20h; R$ 4 mil para professores de 40h), apontando-as como formas de valorização da categoria. O sindicato, porém, argumenta que gratificações não substituem a implementação de um plano de carreira. Veja o vídeo do Secretário na íntegra.
O SINTRAP ressalta que a lei entrou em vigor no fim de 2024 com previsão de início dos pagamentos em julho de 2025, compromisso formalizado pela gestão. Documentos enviados ao sindicato indicam prazos não cumpridos, sem justificativa técnica apresentada no vídeo.
Segundo representantes da categoria, em reunião anterior o próprio secretário teria confirmado que gestores, supervisores e coordenadores comissionados já recebem os benefícios do plano, o que, na avaliação dos professores, demonstra aplicação seletiva da medida. “Se o plano é inviável, por que está sendo pago apenas para cargos de confiança?”, questionou um docente em entrevista ao portal G7.
O sindicato afirma ainda que a prefeitura não apresentou estudos de impacto financeiro, projeções orçamentárias ou dados de execução do Fundeb, limitando-se a atribuir a situação a uma “herança maldita” deixada pela gestão anterior.
Em nota, o SINTRAP apresentou uma lista de exigências:
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Publicação imediata dos estudos de impacto e relatórios orçamentários (RREO/RGF) com execução detalhada do Fundeb;
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Definição de um cronograma com valores, retroativos e prazos;
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Garantia jurídica por meio de Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) ou decreto vinculante;
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Reuniões semanais de negociação com atas públicas;
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Respeito à categoria, sem responsabilização da greve por motivações políticas;
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Explicação sobre a aplicação do plano a cargos comissionados, excluindo professores.
O impasse já foi levado ao Ministério Público do Maranhão. Para o sindicato, o não cumprimento do acordo e a falta de transparência na gestão reforçam a necessidade de mobilização da categoria.



