ARTIGO

Síndrome de Down não é doença

O Dia Internacional da Síndrome de Down é comemorado dia 21 de março no Brasil

Qualquer pessoa pode nascer com a Síndrome de Down, assim como todo mundo é capaz de sentir, amar, aprender, se divertir e trabalhar. A síndrome não é doença, mas uma condição genética de alguns seres humanos.

Pessoas com síndrome de down, ou trissomia do cromossomo 21, têm 47 cromossomos em suas células em vez de 46, como grande parte da humanidade.

Segundo o Movimento Down, existe aproximadamente 270 mil brasileiros com esta condição genética. De acordo com dados do Ministério da Saúde, de cada 600 a 800 nascimentos, ao menos uma pessoa nasce com a alteração cromossômica.

Na cidade de São José de Ribamar, a rede municipal de ensino trabalha com a inclusão de crianças com síndrome de down. Mais de 50 crianças do grupo estão matriculadas nas escolas do município.

A escola municipal de educação especial Dra. Maria Amélia Bastos é referência de ensino. Por lá, 22 crianças com a síndrome recebem aulas e um atendimento multidisciplinar com o acompanhamento de psicopedagogo, fisioterapeuta, psicólogo, terapeuta ocupacional e fonoaudiólogo.

O ensino também é inclusivo nas outras unidades de ensino, em que um turno é dedicado para as aulas e o contra turno para acompanhamento terapêutico, possibilitando assim que as crianças tenham uma educação de qualidade.

Mesmo com a pandemia do novo coronavírus, o ensino especial não parou. O ensino remoto foi adotado com atividades individuais, em que professores gravam vídeos e interagem com pais e alunos por meio da plataforma WhasApp. A rotina de estudos também segue com o envio de materiais e aulas ao vivo pelo Google Meet.

As pessoas com síndrome de down têm, apenas, características diferentes como os olhos puxadinhos, marca na mão, separação grande entre os dedos do pé, precisam de comunicação simples para aprender e desenvolvem doenças no coração.

Elas têm direitos e possibilidades de fazer tudo. Sabem falar por si mesmas e podem ocupar lugar de destaque na sociedade. A única doença que pode impedir o futuro delas é o preconceito.

Por Tarcísio Brandão

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