Sujeira em ar-condicionado da Sala Vip do ferryboat São Marcos revolta passageiros
Usuária denuncia falta de limpeza nos equipamentos de climatização e questiona a cobrança por um serviço considerado diferenciado.

Pagar um valor adicional para viajar com mais conforto é uma opção oferecida aos passageiros que utilizam o serviço de ferryboat na travessia entre o Terminal da Ponta da Espera, em São Luís, e o Terminal do Cujupe, em Alcântara. No entanto, a experiência nem sempre corresponde ao que é prometido pelas empresas.
Neste domingo (19), uma passageira que viajava no ferryboat São Marcos, da empresa Internacional Marítima, registrou imagens que mostram o estado de sujeira dos aparelhos de ar-condicionado da Sala Vip, ambiente pelo qual os usuários pagam uma taxa adicional de R$ 10 para ter acesso a poltronas acolchoadas e um espaço climatizado.

Embora o ambiente esteja refrigerado, a falta de limpeza aparente nos equipamentos chamou a atenção da passageira. O acúmulo de poeira compromete a qualidade do ar e representa um incômodo, principalmente para pessoas alérgicas ou que sofrem de rinite e outros problemas respiratórios.
Para muitos usuários, a Sala Vip deixa de ser um luxo e passa a ser uma necessidade. No salão principal das embarcações, o calor costuma ser intenso e são frequentes as reclamações sobre ventiladores sem funcionamento ou cobertos por poeira, tornando o ambiente ainda mais desconfortável durante a travessia.
As críticas, porém, não se restringem à climatização. Passageiros também relatam problemas recorrentes na conservação de banheiros e de outras áreas das embarcações. Segundo usuários do serviço, as reclamações atingem não apenas a Internacional Marítima, mas também ferryboats operados pelas empresas Henvil e Servi Porto.
Quem paga por um serviço diferenciado espera, no mínimo, encontrar um ambiente limpo, bem conservado e compatível com o valor cobrado. A presença de equipamentos visivelmente sujos em uma área vendida como “Vip” reforça a sensação de descaso e levanta questionamentos sobre a manutenção e a fiscalização das embarcações que operam na principal ligação marítima entre São Luís e a Baixada Maranhense.



