Suzan Lucena faz o que Antônio Américo nunca fez na FMF: processar jornalista por critica
Tentar cercear a liberdade de expressão de jornalistas tem sido uma tática da interventora para evitar críticas à atual gestão da FMF.
Assumir uma função pública e não aceitar críticas demonstra que a interventora da Federação Maranhense de Futebol (FMF), Suzan Lucena, está no cargo errado. Diferentemente de Antônio Américo, Suzan vem tentando calar membros da imprensa local — principalmente jornalistas independentes, aqueles que exercem seu trabalho sem vínculos com grandes veículos de comunicação – quase sempre ligados a políticos.
Nesta segunda-feira (20), o Portal G7 recebeu a informação de que Suzan Lucena estaria tentando cercear a liberdade de expressão do radialista e narrador esportivo Maxsuel Bruno, apresentador do programa Jogo Aberto, da Band Maranhão, ao ingressar com um processo contra o comunicador solicitando R$ 50 mil de indenização por direito de imagem.
A advogada, que está à frente da FMF desde o dia 5 de agosto de 2025, por determinação judicial, ajuizou duas ações contra o comunicador — uma pedindo direito de resposta e outra cobrando R$ 50 mil por direito de imagem — após Maxsuel Bruno questionar e criticar a atual gestão da entidade futebolística maranhense. Suzan Lucena, portanto, faz o que Antônio Américo nunca fez: processa jornalistas por opinar e criticar.
A crítica do apresentador do Jogo Aberto, feita ao vivo, mirou a suposta “farra das entradas livres” em um jogo do Campeonato Brasileiro Série C, entre Maranhão Atlético Clube e Santa Cruz — denúncia feita inclusive pelo presidente do MAC, Carlos Eduardo Dias, durante entrevista ao W7 Podcast.
Em vez de esclarecer a situação ou abrir uma apuração sobre o alegado rombo na bilheteria, a interventora optou pelo caminho da judicialização. O que torna a atitude ainda mais espantosa é o pedido de Justiça Gratuita anexado ao processo, considerando que Suzan é servidora pública estadual, com salário de aproximadamente R$ 9.387,81, lotada na Casa da Mulher Brasileira, vinculada à Secretaria de Estado da Mulher.
A solicitação de gratuidade judicial, feita por alguém com rendimento superior a nove mil reais, levanta sérios questionamentos sobre a coerência e a real necessidade da benesse, especialmente diante do valor cobrado do jornalista, um trabalhador assalariado. Além disso, há indícios de que ela também receba remuneração como interventora da FMF — já que o presidente afastado, Antônio Américo, teria salário de cerca de R$ 70 mil mensais. Estaria Suzan Lucena trabalhando “0800” na FMF?
Prestes a completar 90 dias como interventora, pouco se viu de efetivo na gestão, principalmente em relação a temprada 2026. Com poucas ações concretas e um processo de R$ 50 mil por direito de imagem, Suzan Lucena tem apostado na visibilidade midiática, aparecendo em vídeos e entrevistas — e, mesmo assim, busca indenização, o que soa contraditório.
É necessário aprender a conviver com críticas, principalmente no futebol — ambiente onde a cobrança da torcida e da imprensa é constante, independentemente de gênero. O que se espera de quem ocupa um cargo público é transparência, diálogo e gestão responsável, não processos judiciais para tentar calar vozes dissonantes.
Antônio Américo, apesar das críticas que recebia, nunca recorreu à Justiça para silenciar jornalistas. Era, acima de tudo, um advogado que respeitava os críticos, mesmo quando não concordava com eles.
O Portal G7 entrou em contato com a interventora por meio do WhatsApp, solicitando uma nota sobre o suposto processo. Até o fechamento desta matéria, ela ainda não havia respondido aos questionamentos do portal. O espaço segue aberto para que a interventora da FMF possa se manifestar sobre o caso polêmico, caso assim deseje.



