Três anos da morte do empresário João Bosco no edifício Tech Office
Data é marcada pela lembrança do crime, novas denúncias e questionamentos sobre possíveis omissões na investigação.

Nesta terça-feira (19), completam-se três anos do homicídio do empresário João Bosco Sobrinho Pereira, que tinha 46 anos, ocorrido em 19 de agosto de 2022, na entrada do edifício Tech Office, localizado na Avenida dos Holandeses, bairro Ponta D’Areia, em São Luís.
Segundo as investigações, o crime ocorreu após um desentendimento entre João Bosco e Gilbson César Soares Cutrim Júnior, que confessou a autoria e foi condenado pela Justiça do Maranhão a 13 anos, 1 mês e 15 dias de prisão, em regime fechado. O julgamento aconteceu em 11 de dezembro de 2024, no Fórum Desembargador Sarney Costa, sob presidência do juiz José Augusto Sá Costa Leite e com atuação do promotor de Justiça Raimundo Benedito Pinto na acusação.
Após a condenação, Gilbson Júnior foi transferido para um presídio federal. No entanto, novas informações surgiram após o julgamento. Uma delas envolve a suposta presença do presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Daniel Brandão, no local do crime. Blogues e redes sociais afirmaram que ele teria presenciado o ocorrido, mas seu nome não consta no inquérito policial, nem como testemunha.
A situação ganhou novos contornos após a divulgação de um vídeo nas redes sociais, no qual a esposa de Gilbson Júnior afirma que a família Brandão estaria lhe ameaçando. Até o momento, a Polícia Civil do Maranhão não se manifestou oficialmente sobre essas denúncias.
Histórico da vítima
De acordo com a polícia, João Bosco tinha passagens por crimes como estelionato, ameaça, exercício arbitrário das próprias razões e atentado contra a liberdade de trabalho. Apesar desse histórico, as autoridades ressaltaram que tais registros não justificam a execução ocorrida em 2022.
Dinâmica do crime
Imagens das câmeras de segurança do edifício mostram João Bosco atrás de duas pessoas: um homem de camisa amarela, identificado como suposto vereador de São Luís, e outro de camisa branca, apontado como Gilbson Júnior. O autor dos disparos teria sacado a arma de uma mochila e efetuado pelo menos três tiros contra a vítima.
Relatos divulgados na época mencionam ainda a presença de um terceiro homem, careca, que seria Daniel Brandão. Contudo, essa informação não foi confirmada oficialmente pela polícia e não consta no inquérito concluído.
Três anos depois
O caso segue gerando repercussão por envolver nomes ligados a autoridades do Estado. Três anos após o crime, as novas denúncias reacendem o debate sobre a investigação e levantam questionamentos sobre eventuais omissões.



