Vereador bolsonarista de Belo Horizonte-MG é barrado no Cristo Redentor
Nikolas Ferreira (PRTB) foi impedido de visitar o monumento na cidade do Rio de Janeiro por não apresentar 'passaporte da vacina'

O vereador Nikolas Ferreira (PRTB), de Belo Horizonte-MG, foi barrado neste sábado (25) quando tentava visitar o Cristo Redentor, na cidade do Rio de Janeiro-RJ. Conhecido por criticar medidas para reduzir o impacto da pandemia, o parlamentar não apresentou comprovante de vacinação contra a Covid-19 e por isso foi proibido acessar o ponto turístico carioca.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Nikolas registrou o momento em que foi barrado na entrada do monumento, na zona sul do Rio de Janeiro. O comedor de pão de queijo que foi eleito para fazer leis, não respeita decretos e ainda se enche de razão.
— Tá de sacanagem. Tá falando sério? A pessoa que não tem, já era, acabou, não pode entrar? — questionou Nikolas.
— Volta para casa — respondeu a atendente.
— E todo mundo aceita isso de boa? — pergunta novamente o vereador.
— É o decreto do estado — finaliza a funcionária.
Nikolas também publicou vídeos nos quais mostra um cartaz com o comunicado sobre a exigência de comprovante de vacinação. Ele relata que chegou a conversar com uma mulher para saber se poderia apresentar um teste PCR negativo para entrar no monumento, mas soube que apenas a imunização com vacina liberaria o ingresso.
— Ou seja, eu comprovo que não estou com o vírus mas eu não posso entrar. Aí você acha que isso aqui diz respeito à proteção? Não, isso aqui diz respeito a controle — reclamou o vereador quando já se retirava da entrada do Cristo.
Nikolas ainda comparou o passaporte da vacina e o trabalho dos funcionários do monumento à medidas nazistas. O vereador ganhou notoriedade como defensor do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).
O secretário de Saúde do Rio, Daniel Soranz, comentou os vídeos de Nikolas. No Twitter, ele afirmou que o vereador mineiro “pode se vacinar em qualquer uma das 280 unidades de saúde hoje até as 17h, é só chegar, e para primeira dose não precisa morar no Rio”.



