MARANHÃO

ALERTA: Caminhões ultrapesados podem ocasionar uma tragédia já anunciada nos Ferry Boats

A falta de uma balança nos portos da Ponta da Espera e Cujupe para fiscalizar peso de veículos de carga, faz com que caminhoneiros escolham essa rota

Um funcionário de uma das empresas que realiza o serviço de travessia de ferry boat de São Luís (Ponta da Espera) ao porto de Cujupe (Alcântara), procurou o Portal G7 para fazer um alerta, e ao mesmo tempo denunciar algo que tem acontecido corriqueiramente há meses no embarque e desembarque de veículos pesados que viajam via ferry boat na baía de São Marcos. O funcionário pediu para não ser identificado, já que teme perder seu emprego.

De acordo com o funcionário, há uma semana (exatos dia 22 de maio) uma embarcação da empresa Internacional Marítima, foi inundada com a invasão de muita água. Segundo o funcionário, a água não teria entrado pelo porão (casco) da embarcação, já que, se isso tivesse acontecido, o ferry boat teria afundado e o motor teria parado. De acordo com funcionário, a água teria entrado pelo convés do ferryboat, simplesmente pelo excesso de peso de alguns veículos de carga, que tiveram dificuldades para entrar e sair da embarcação e isso, fez com que o ferry boat navegasse mais baixo que o normal e exigido pelas autoridades marítimas.

Água do mar invade ferryboat na travessia da Baía de São Marcos, no Maranhão — Foto: Reprodução/ TV Mirante

“Tem coisas que a gente só vê nos portos da Ponta da Espera e Cujupe. Coisas absurdas, criminosas. Caminhões com carga, que no olhômeto percebe-se que aquele veículo está acima do peso. Alguns, encontram dificuldades para embarcar e desembarcar, principalmente se a maré estiver vazando. Muitos caminhoneiros escolhem atravessar via ferry boat com medo de passar no posto da Polícia Rodoviária Federal no bairro Estiva, já que estão com sobrepeso da carga. Se tivesse uma balança nos portos de Cujupe e Ponta da Espera e tivesse uma fiscalização séria, nem fila de espera teria. Mas não tem fiscalização, isso facilita a escolha da rota, e podemos ter uma tragédia, principalmente no sentido São Luís/Cujupe”, descreveu o funcionário.

De acordo com o funcionário, na hora da compra da passagem, ninguém se preocupa com o peso do veículo. Apenas com o tamanho, já que o valor da passagem é baseado no tamanho e não no peso. “Aqui passam caminhões carregados de lajotas, cimento, cerveja, e tantos outros objetos, que só Deus e quem carrega o veículo que sabe o que tem dentro. Cada embarcação tem seu limite de peso, sua capacidade de transportar, isso facilita o desenvolvimento da embarcação e do motor. As vezes tem embarcação que demora mais tempo na travessia, que o normal. Isso são embarcações superpesadas, acima do peso normal”, descreveu o denunciante.

Segundo o funcionário, a MOB finge que fiscaliza. Deveria ter uma barreira da Polícia Militar Rodoviária nos portos de Cujupe e Ponta da Espera. De acordo com o denunciante, a implantação de uma balança nesses dois terminais, diminuiria o fluxo de caminhoneiros para atravessar via ferry boat ou passariam a transportar cargas obedecendo os limites exigidos. De acordo com o funcionário, todas as autoridades marítimas já teriam sido alertadas pelos donos de ferry boats.

“Você acha que quando vejo caminhões com cargas acima do normal, eu não me preocupo com o decorrer da viagem? Claro que me preocupo. Já trabalhei nos dois portos, conheço a história dessa travessia. Já cada coisa, que me arrepio em falar. Oro a Deus, que não venha acontecer uma tragédia nessa travessia, mas no fundo sinto que não está distante em acontecer”, finalizou o funcionário com os olhos lacrimejando.

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