SAÚDE

Após denúncia, paciente sem assistência no Hospital Acrísio Figueira, em Barra do Corda, é transferido para o Hospital da Ilha, em São Luís

Cleomar dos Santos Gomes, de 52 anos, aguardou durante 30 dias por um leito de alta complexidade após sofrer grave acidente em Barra do Corda.

Após denúncia feita pelo jornalista Bial Mendes nas redes sociais e repercussão no Portal G7, o paciente Cleomar dos Santos Gomes, de 52 anos, finalmente conseguiu transferência para o Hospital da Ilha, em São Luís. Bial foi procurado por Léo, filho do paciente.

Cleomar, que é morador de Icatu, estava trabalhando em Barra do Corda quando sofreu um grave acidente e foi encaminhado inicialmente para atendimento na UPA do município. Posteriormente, acabou sendo transferido para o Hospital Acrísio Figueira, onde permaneceu internado sem receber o suporte médico necessário para o seu quadro clínico.

Segundo relato do filho do paciente, identificado como Léo, o pai passou 20 dias internado na UPA e mais 10 dias no Hospital Acrísio Figueira, totalizando 30 dias de espera por uma vaga em hospital de alta complexidade na capital maranhense.

Mesmo diagnosticado com traumatismo cranioencefálico (TCE), trauma torácico com perfuração pulmonar e fratura em membro inferior, Cleomar permaneceu aguardando transferência pelo sistema de regulação estadual enquanto enfrentava fortes dores e risco de agravamento do quadro de saúde.

De acordo com informações médicas divulgadas pela família, o paciente já havia realizado drenagem torácica e apresentava melhora pulmonar, mas seguia sem avaliação neurocirúrgica e sem realização de tomografia de controle há cerca de 30 dias.

Outro ponto que revoltou familiares foi a situação da fratura na perna. Segundo denúncias, durante os 10 dias em que permaneceu internado no Hospital Acrísio Figueira, Cleomar não teria sido avaliado por ortopedista e não realizou qualquer cirurgia ortopédica, mesmo apresentando fortes dores e risco de complicações graves, como infecção, trombose e até perda do membro.

Após a repercussão do caso, um leito foi finalmente disponibilizado no Hospital da Ilha, onde o paciente deverá passar por avaliação especializada com neurocirurgião e ortopedista, além da realização de exames e cirurgia necessária.

O caso gerou forte indignação nas redes sociais e reacendeu críticas à situação da saúde pública em Barra do Corda, município administrado pelo prefeito Rigo Teles. Moradores e familiares classificaram a demora na transferência como grave omissão no atendimento ao paciente.

Para familiares, a repercussão do caso na imprensa foi fundamental para agilizar a regulação e garantir a transferência do paciente para uma unidade com estrutura adequada para tratamento de trauma neurológico e ortopédico complexo.

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