Assembleia e Emap são acusadas de pagar R$ 24 mil mensais em troca de suposto silêncio de Gilbson Júnior no caso Tech Office
Em vídeo divulgado por Cesar Cutrim, pai de Gilbson Júnior, ele cita suposto acordo com Marcus Brandão envolvendo repasses financeiros.
Um vídeo gravado por Cesar Cutrim, pai de Gilbson César Soares Cutrim Júnior — condenado a 13 anos, 1 mês e 15 dias de prisão pelo assassinato do empresário João Bosco Sobrinho Pereira, ocorrido em 19 de agosto de 2022, no edifício Tech Office, em São Luís — trouxe novas acusações sobre o caso.
Na gravação, Cesar Cutrim afirma que teria recebido valores por meio de “parcerias” articuladas por Marcus Brandão, irmão do governador Carlos Brandão (PSB), em troca de suposto silêncio do filho sobre o crime que vitimou o empresário João Bosco. Além de outros benefícios ao Jornal Itaqui Bacanga, Cesar Cutrim teria recebido R$24 mil mensais da Alema e Emap. Veja o vídeo de Cesar Cutrim na íntegra abaixo.
O Portal G7 obteve com exclusividade cópias de Pedidos de Inserção (PI) que comprovariam que o jornal Itaqui Bacanga, de propriedade de Cesar Cutrim, teria recebido mensalmente R$ 15 mil por meio da empresa Clara Comunicação na Assembleia Legislativa do Maranhão.
Outro contrato, segundo as denúncias, e obtido com exclusividade pelo G7, teria sido firmado via empresa CCA Comunicação e Propaganda, prestadora de serviços à Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap). Esse acordo envolveria repasses de R$ 9 mil mensais.
No mesmo vídeo, Cesar Cutrim também alega que Marcus Brandão teria oferecido diversos benefícios à família em troca de suposto silêncio de Gilbson Júnior. Ele e a esposa do condenado, Lorena Cutrim, chegaram a citar o presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MA), Daniel Brandão, como supostamente envolvido no caso João Bosco. Veja o vídeo de Lorena Cutrim, esposa de Gilbson Cutrim.
Daniel Brandão, por sua vez, negou qualquer participação na morte de João Bosco e afirmou ser vítima de tentativa de extorsão por parte da família de Gilbson Júnior. Lorena Cutrim, entretanto, declarou que o marido mantinha relação próxima com os Brandão e que teria recebido ligação de Daniel no dia do crime. Veja a nota de Daniel Brandão na íntegra.

Diante das denúncias, surge o questionamento sobre a Assembleia Legislativa do Maranhão e a Emap: por que o jornal Itaqui Bacanga teria recebido recursos de publicidade institucional e, posteriormente, sido retirado da lista de veículos contemplados. Segundo Cesar Cutrim, a retirada do veículo se deu por retaliação às denúncias feitas sobre o caso João Bosco.
A reportagem buscou contato com a Assembleia Legislativa e com a Emap, mas não obteve resposta até o fechamento desta matéria.



