MARANHÃO

Baixada Maranhense foi destruída por Flávio Dino e abandonada por Brandão

Os acessos para chegar a Baixada Maranhenses são precários por terra ou por mar

Não são poucos os integrantes da política partidária que fazem juras de amor pela Baixada Maranhense, em especial para Pinheiro, a principal cidade da região. Essa paixão cantada, alardeada e pregada por parlamentares, em ano eleitoral, chega a comover, mas nada além de palavras levadas pelo vento ou lavadas da oratória, após os resultados das urnas.

A Baixada Maranhense, com toda sua imensidão e importância econômica e política, nunca ganhou a atenção necessária para o seu desenvolvimento social e humano. E quem mais sofre com tanto descaso e desinteresse é a população das dezenas de “municípios baixadeiros”.

Dona de imensuráveis belezas naturais, contudo, com o direito de ir e vir das pessoas comprometido por falta de infraestrutura e logística, a Baixada Maranhense, mesmo fazendo fronteira com a Ilha de São Luís, onde está situada a capital do Maranhão, parece ser um lugar distante e de difícil acesso.

Não por acaso, a travessia marítima para a região, por meio de ferryboats, é deplorável, rudimentar e  insegura. Já a rodovia MA-014, principal corredor terrestre da Baixada, é o que se pode chamar de aventura rodoviária, devido às péssimas condições da estrada. O aeroporto de Pinheiro, por sua vez, inaugurado com toda pompa pelo então presidente da República José Sarney, filho ilustre do lugar, virou acampamento de búfalos e de outros quadrúpedes.

Enfim, entrar ou sair da Baixada Maranhense por terra, por mar ou por ar é o maior dos desafios para moradores, visitantes, negociantes e investidores. Só é fácil para a classe política que posa em aeronaves nas fazendas particulares da região para seguirem à busca da popularidade e caça de votos, nas temporadas eleitorais.

Por Walkir Marinho

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