Empresário George Furtado, da G7 Comércio, é conduzido à Polícia Federal em São Luís
Cerca de R$ 500 mil em espécie foram apreendidos durante abordagem realizada por agentes federais.

O empresário George Furtado, proprietário da G7 Comércio e Representações Ltda., e outras quatro pessoas foram abordados por agentes da Polícia Federal em frente a uma agência da Caixa Econômica Federal, no bairro São Francisco, em São Luís.
George Furtado é alvo de uma investigação conduzida pela Polícia Federal que apura contratos públicos firmados por empresas ligadas ao empresário com diversos órgãos do setor educacional no Maranhão.
Durante a abordagem, os agentes apreenderam aproximadamente R$ 500 mil em espécie. Segundo informações apuradas, os valores estavam sendo transportados pelo empresário, por seguranças particulares e por sua companheira. Todos os envolvidos foram conduzidos à sede da Superintendência Regional da Polícia Federal para prestar esclarecimentos.
A ação ocorreu no dia 13 de maio e contou com o apoio da Controladoria-Geral da União (CGU). As investigações buscam esclarecer a origem e o destino dos recursos apreendidos, bem como verificar eventual relação do dinheiro com contratos públicos sob investigação e possíveis práticas de lavagem de dinheiro.
A G7 Comércio e Representações Ltda., sediada no bairro da Ponta d’Areia, em São Luís, possui contratos milionários com órgãos públicos. Entre eles, estão contratos que somam cerca de R$ 5 milhões com a Prefeitura de Pindaré-Mirim e aproximadamente R$ 17 milhões com a área da Educação do Governo do Maranhão.
Defesa nega irregularidades
Procurada pelo jornalista Neto Ferreira, a defesa do empresário se manifestou por meio de nota, afirmando que não houve qualquer ilegalidade na operação bancária realizada pelo empresário e pela empresa.
Segundo o posicionamento encaminhado ao portal, os recursos possuem origem lícita e todas as informações necessárias serão apresentadas às autoridades competentes no decorrer das investigações.
A defesa também ressaltou que não reconhece qualquer prática ilícita relacionada aos valores apreendidos e negou que os recursos tenham sido destinados ao pagamento indevido de terceiros ou agentes públicos.
Confira a íntegra da nota encaminhada pela defesa:
“Prezados,
Na condição de advogado da empresa G7 Comércio e Representações Ltda., acusamos o recebimento da solicitação encaminhada por essa equipe de reportagem.
Inicialmente, é importante registrar que a empresa G7 Comércio e Representações Ltda. respeita o trabalho da imprensa e reafirma seu compromisso com a legalidade, com a transparência e com a plena colaboração perante as autoridades competentes.
Contudo, por se tratar de investigação em curso, ainda sujeita à análise técnica da defesa e ao regular contraditório perante os órgãos próprios, não é juridicamente adequado antecipar, por meio da imprensa, esclarecimentos pormenorizados sobre fatos, valores, documentos ou contratos que devem ser examinados no âmbito formal do procedimento investigativo.
A defesa esclarece, desde logo, que os valores mencionados possuem origem lícita e serão devidamente comprovados nos autos, por meio da documentação contábil, bancária e fiscal pertinente. Também se registra que não há, por parte da empresa, qualquer reconhecimento de prática ilícita, nem de que tais recursos tenham relação com pagamento indevido a terceiros, agentes públicos ou qualquer finalidade irregular.
A empresa G7 Comércio e Representações Ltda. atua no mercado mediante contratos formalizados, notas fiscais, documentos contábeis e registros próprios da atividade empresarial, estando à disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos necessários no ambiente institucional adequado.
Quanto aos contratos públicos mencionados, a defesa ressalta que a existência de investigação não equivale a juízo de culpa, irregularidade ou responsabilização. Qualquer conclusão nesse sentido, antes da análise completa dos documentos e antes de manifestação definitiva das autoridades competentes, seria prematura e incompatível com as garantias constitucionais da presunção de inocência, do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa.
Por fim, quanto à indagação sobre eventual presença de agente político no momento da diligência, a defesa informa que não há qualquer elemento que autorize a associação da empresa G7 Comércio e Representações Ltda. a agente político para finalidade ilícita, sendo igualmente indevida qualquer ilação nesse sentido sem base documental ou probatória idônea.
A defesa permanecerá acompanhando o caso tecnicamente e, no momento oportuno, apresentará todos os esclarecimentos necessários às autoridades competentes.
Caso haja publicação do presente posicionamento, requer-se que o pronunciamento seja divulgado em sua íntegra, sem cortes, edições parciais ou supressões de contexto, a fim de preservar a exatidão das informações e o pleno entendimento do conteúdo apresentado.”
Atenciosamente,
Mário Matos Júnior
Advogado
OAB/RN 7.292



