BABADO DA SEMANA

Blogueira ganha cargo no governo Bolsonaro

A bolsonarista foi nomeada para cargo na Funarte após ter nome barrado no Iphan

RIO DE JANEIRO — Após ter suspendido a nomeação da blogueira Monique Baptista Aguiar para um cargo de coordenação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o ministro do Turismo Marcelo Álvaro Antônio nomeou-a para a função de coordenadora de Projetos Especiais da Diretoria-Executiva da Fundação Nacional de Artes (Funarte). A portaria com a nomeação foi publicada no Diário Oficial da União, nesta segunda-feira (10).

Em abril, Aguiar havia sido indicada para a coordenação técnica da superintendência do Iphan no estado do Rio de Janeiro. Seu currículo não cumpria qualificações exigidas para o cargo, como possuir curso superior ou experiência em áreas relacionadas à atuação do órgão. Conforme noticiou a coluna de Guilherme Amado, apesar de dizer que era turismóloga, Monique não tinha curso superior em nenhuma área.

Agora, ela é novamente nomeada para cumprir um cargo de direção de nível 3, o chamado DAS 3. Na nomeação anterior, a Controladoria Geral da União havia apontado falta de qualificação.

Responsável pelo  blog “Com olhar turístico”, no qual se define como “digital influencer, turismóloga, criativa e apaixonada por fotos e viagens”, a blogueira também mantém um canal no YouTube (“Com olhar turístico”) e uma conta no Instagram.

Blogueira fala em ‘restabelecer honra’

Uma nota enviada ao GLOBO pelo advogado Renan Pacheco Canto, que representa a blogueira, informa que “Monique Aguiar reúne todas as condições objetivas e subjetivas para o cargo”.

“Reitero a capacidade e a experiência profissional de Monique. Ela possui experiência profissional anterior e — ainda — mais de 180 horas certificadas em cursos de capacitação em escolas de governo”, ressaltou o advogado.

O representante de Monique sustenta que, há mais de três anos, ela “impulsiona e propaga projetos de  divulgação da cultura e do turismo do estado do Rio de Janeiro”.

Na mesma nota, o advogado diz que Monique optou por não assumir o cargo para o Iphan “por mera liberalidade” — e que não teria havido impedimento legal ou administrativo à época da nomeação.

O advogado acrescentou que busca providências para “restabelecer a honra” de Monique, com a “responsabilização de todos os envolvidos”.

“Monique foi pessoalmente atacada.  Sentiu-se ameaçada. A sua honra e a sua imagem foram destruídas. Impossível, nestas condições, existir qualquer ambiente sadio de trabalho”, afirmou o defensor.

Por (O GLOBO)

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