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Desembargadora que mandou prender rodoviários, empregou suas duas irmãs no TRT quando era presidente

Solange Cristina Passos de Castro achou mais fácil prender rodoviários e deixar os perigosos empresários soltos

O judiciário brasileiro tem mostrado que não está servindo para muita coisa ultimamente. Na manhã deste sábado (19), uma magistrada do judiciário maranhense deu mais uma prova, que o certo é o errado e o errado é o certo no entendimentos dela. Acusada de empregar suas duas irmãs no período em que presidiu o Tribunal Regional do Trabalho do Maranhão, Solange Cristina Passos de Castro Cordeiro, foi obrigada a exonerar Silvia Maria Pontes de Castro, que comandava a Secretaria de Administração do Tribunal e Suzana Regina Pontes de Castro Moreira, que coordenava o Setor de Precatórios.

Como todos sabem, a capital maranhense estava sem ônibus há três dias por conta de uma greve, motivada por empresários do transporte público da Grande Ilha, que mesmo após abocanhar quase R$20 milhões da prefeitura de São Luís, atrasaram salários de cobradores e motoristas, com um único objetivo: reajustar o valor da passagem de ônibus. A desculpa que já dura mais de meio século, é a mesma: que estão no vermelho, mas não desprezaram a licitação.

Para surpresa dos maranhenses, o Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região (TRT-MA), por meio da desembargadora Solange Cristina Passos de Castro, que deveria mediar a crise do transporte público e resolver o problema geral, determinou pela prisão de 15 membros do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários no Estado do Maranhão (STTREMA) durante a greve da categoria.

Na lista dos que devem ser presos, não estão os nomes do prefeito Eduardo Braide, que abriu os cofres públicos para os donos de ônibus e muito menos os empresários, que estão recebendo dinheiro público e não repassam aos trabalhadores como foi acordado com o prefeito de São Luís. Na decisão, a magistrada achou mais fácil prender os trabalhadores e deixar os perigosos empresários soltos, embolsando a grana pública, enquanto os trabalhadores estão passando fome com suas famílias.

Mesmo sabendo, que a frota de ônibus nunca rodou sequer 70% dos veículos, principalmente os novos, em sua decisão, a desembargadora solicitou o imediato retorno de 80% da frota do transporte público da Região Metropolitana da capital. A decisão diz ainda que os mandados de prisão sejam cumpridos pela Polícia Federal. Para quem recebe salário de mais de R$30 mil reais e mais os penduricalhos, não sabe o que é trabalhar 30 dias, fazendo horas extras e no final do mês não receber seu salário, como acontece com os rodoviários em São Luís. É mais fácil mandar prender trabalhadores, que lideram a greve e defendem a categoria, que empresários, muitos envolvidos em falcatruas em outros estados.

OS GOLPES DO SET

Uma forma de angariar dinheiro criada pelo SET é invalidando o cartão do usuário e cobrando uma taxa de R$14,90 para emitir novo cartão. Além disso, o SET já é acusado de ficar com o salto dos cartões de passageiros e faturar quase R$10 milhões de reais todos os anos. Sabendo que cartão de passagem é lucrativo para as empresas, os empresários querem demitir todos os cobradores, colocar a tarefa no colo dos motoristas e exigir ao usuário, que passe a usar o cartão de passagem o que aumentaria o número de usuários e o faturamento com a sobra, no final do ano. Veja mais clicando AQUI…

FALTA EMPATIA E IMPARCIALIDADE

Quando tem greve de professores, funcionários do Detran, bancários, algum desembargador manda prender os sindicalistas? Nunca ouvi dizer nessa história. Mas basta envolver rodoviários, tem desembargador que assina parecer às 3h da manhã, manda voltar ao trabalho, ameaça, multa, mas quando são bancários, ninguém dá um pio sequer. Incrível…

O pior são os políticos que dizem defender o trabalhador, mas nessas horas, ninguém aparece pra guerra. A classe trabalhadora está acuada, e sendo obrigada a trabalhar mesmo, sem receber seu salário, que além de ser minúsculo em comparação ao da magistrada, ainda atrasa, por incrível que pareça!

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Um Comentário

  1. Não só a desembargadora, mas qualquer um sabe que no Estado de direito se resolve greve através da força do diálogo entre as partes – usar a força estatal(mandar prender) são acões de Estado totalitário- e políticas públicas que assistam aos direitos da sociedade. O poder público sabe exatamente como resolver esse problema do transporte que há tanto tempo prejudica os rodoviários e a população. Não soluciona porque não quer. Respeitem os rodoviários!

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