Blogueiro que vazou prints de conversas com Felipe Camarão seria funcionário em três prefeituras
João Victor Santos Paes Landim, de 29 anos, aparece como servidor em três prefeituras maranhenses.

O Portal G7 teve acesso a uma verdadeira bomba envolvendo o blogueiro responsável pela divulgação de prints de uma conversa atribuída ao vice-governador do Maranhão, Felipe Camarão (PT), que continha supostos comentários ofensivos contra a deputada estadual Mical Damasceno (PSD). À época, o caso ganhou grande repercussão, e o blogueiro chegou a excluir o próprio blog após o episódio.
João Victor Santos Paes Landim, de 29 anos, acumula diversas polêmicas e possui, inclusive, histórico policial por violência doméstica, além de ser alvo de novas investigações. Natural de Capanema (PA), o blogueiro agora aparece como suposto funcionário de três prefeituras maranhenses. O “superservidor” está lotado nas prefeituras de Davinópolis, Vitória do Mearim e Vargem Grande.
O fato chama atenção pela distância entre as cidades: Davinópolis fica a quase 500 km de Vitória do Mearim e a mais de 600 km de Vargem Grande. Para dar conta de trabalhar nos três empregos públicos, João Victor teria que percorrer esse trajeto de helicóptero, já que de carro seria impossível cumprir as jornadas de trabalho.

Entre as tantas polêmicas envolvendo o blogueiro, imagens que circulam nas redes sociais mostram João Victor Paes Landim fardado como se fosse profissional da área da saúde, durante uma ação do Instituto dos Olhos em municípios do interior. Agora, ele aparece em folhas de pagamento de três prefeituras, supostamente lotado em secretarias de Educação.
O caso levanta sérias dúvidas sobre a legalidade dessas contratações. O Ministério Público e o Tribunal de Contas do Estado (TCE-MA) precisam investigar o motivo pelo qual ele aparece lotado em três prefeituras diferentes — o que, segundo o próprio TCE, caracteriza improbidade administrativa.
As Câmaras de Vereadores desses municípios também precisam exercer o seu papel fiscalizador e apurar possíveis irregularidades no caso do “superservidor”.



