JUSTIÇA

Bolsonaro bate recorde de denúncias no Conselho de Ética da Câmara

Durante 28 anos como deputado federal, Bolsonaro foi o parlamentar mais indisciplinado do Brasil

A caminho de sua oitava filiação partidária, o Nova UDN, pelo qual pretende se candidatar à reeleição para Presidência da República, como deputado federal, Jair Bolsonaro (PSL-RJ) foi recordista em representações no Conselho de Ética da Câmara. Com quatro processos, ele foi o único que alcançou esse número desde que o conselho foi instalado, em 2001. O filho, Eduardo Bolsonaro (PSC-SP), em seu primeiro mandato, foi alvo de outros dois.

A lista de acusações contra o ex-deputado federal e atual Presidente da República também é extensa na Corregedoria da Câmara, outra instância que apura a conduta dos parlamentares. O ex-deputado fluminense já foi denunciado, entre outras coisas, por chamar Lula de “homossexual” e Dilma Rousseff de “especialista em assalto e furto”.

Jair Bolsonaro já recebeu seis punições por causa de pronunciamentos agressivos e entrevistas polêmicas. Foram três censuras verbais e duas por escrito. Em todos os casos, escapou da abertura de processo de cassação do mandato como deputado. Em 2000, chegou a dizer que o então presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) deveria ter sido fuzilado durante a ditadura.

O perfil do político e do homem Jair Bolsonaro foi reportagem de capa da Revista Congresso em Foco. Em 11 páginas, foi retratado a produção parlamentar e as polêmicas do ex-deputado ultraconservador que virou presidente da República, usando frases feitas e se auto intitulando o homem mais honesto do mundo, mesmo ficando milionário usufruindo de dinheiro público. Para acessar o conteúdo completo da publicação, clique aqui.

Bolsonaro é conhecido por moldar discurso e ações ao gosto da plateia que o aplaude. “Católico, Evangélico, Umbandista e Marçon fervoroso”, como se definiu, foi batizado no rio Jordão, em Israel, pelo pastor da Assembleia de Deus Everaldo Pereira, presidente do PSC e candidato à Presidência em 2014.

Dono de um discurso radical contra o PT, já admitiu ter votado em Lula  para presidente em 2002. Quando ainda era filiado ao PP, manifestou intenção de ser candidato a vice de Aécio Neves (PSDB) em 2014. Às vésperas do segundo turno, foi esnobado pelo tucano, que não o convidou para tirar fotos nem participar de uma carreata em Copacabana. Naquele ano o deputado se reelegeu com a maior votação da bancada do Rio de Janeiro, com 464 mil votos.

Embora abomine hoje qualquer referência ao comunismo, já fez lobby junto ao ex-presidente Lula, em 2003, pela indicação do então deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) para o Ministério da Defesa. “As coisas mudaram. Hoje comunista toma uísque, mora bem e vai na piscina”, afirmou Bolsonaro na época.

Ao ser questionado sobre a legalização do aborto, em uma entrevista dada à revista  IstoÉ em 2002, afirmou que a decisão caberia exclusivamente ao casal. Atualmente se diz “a favor da vida” e contra a interrupção da gravidez.

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