BABADO DA SEMANA

Bolsonaro quer botar a morte do miliciano Adriano na conta do PT

Bolsonaro afirmou em entrevista que a morte do Miliciano poder ser queima de arquivo

A história contada abaixo mostra como o miliciano Adriano da Nóbrega tinha uma ligação familiar com Bolsonaro. As homenagens, as defesas e elogios por parte de Jair Bolsonaro e os filhos mostram que a morte do Miliciano nada tem haver com o Partido dos Trabalhadores, acusado por Bolsonaro como responsável pela morte de seu amigo íntimo.

Outubro de 2003 – o deputado estadual Flávio Bolsonaro fez a primeira homenagem ao então tenente Adriano da Nóbrega. Uma moção de louvor em que destacou que o militar desenvolvia sua função com “dedicação” e “brilhantismo”.

Janeiro de 2004 – Adriano foi preso por outro crime: a morte de um guardador de carros que, na véspera do assassinato, tinha denunciado um grupo de milicianos.

Junho de 2005 – o deputado Flávio Bolsonaro fez nova homenagem a Adriano da Nóbrega, com a mais alta honraria da Alerj. O homenageado não compareceu à Assembleia para receber a Medalha Tiradentes porque continuava preso.

Outubro de 2005 – Adriano foi condenado pelo homicídio em júri popular. Quatro dias depois da condenação, o então deputado federal Jair Bolsonaro fez um discurso na Câmara dos Deputados em defesa de Adriano. Bolsonaro contou que compareceu ao julgamento do PM, segundo ele, um “brilhante oficial”.

Em 2007 – Adriano recorreu da sentença e foi absolvido em novo julgamento. No mesmo ano, o ex-colega dele no Batalhão de Jacarepaguá, Fabrício Queiroz, já expulso da polícia, passou a trabalhar no gabinete do deputado Flávio Bolsonaro. Segundo o Ministério Público do Rio de Janeiro, Queiroz indicou a ex-mulher de Adriano da Nóbrega, Daniele Mendonça, que foi contratada como assessora do gabinete.

Setembro de 2008 – Adriano da Nóbrega voltou a ser preso, por um atentado ao pecuarista Rogério Mesquita, inimigo de bicheiros.

Dezembro de 2013 – Adriano foi expulso da PM do RJ por envolvimento com o jogo do bicho, mas não foi condenado por este crime na Justiça.

Abril de 2016 – A mãe de Adriano, Raimunda Magalhães foi nomeada assessora de Flávio Bolsonaro.

Dezembro de 2018 – começou a investigação sobre as rachadinhas na Alerj. De acordo com o Ministério Público, Adriano era um integrante da organização criminosa que agia no gabinete do então deputado Flávio Bolsonaro. E recebia parte de recursos vindos da “rachadinha”. Segundo as investigações, o esquema seria operado pelo amigo de Adriano dos tempos da PM, Fabrício Queiroz.

Não faz todo sentido pra você agora?

Texto: Autor Desconhecido.

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