ESPORTE

Caminhão de mudanças já está no CT do Moto Club

Após desclassificação no Maranhense 2022, o Moto deve mudar até a comissão técnica

A falta de experiência e manejo para administrar o Moto Club tem sido o grande problema encontrado pelo presidente Yglésio Moysés nos últimos 4 meses. Assim que assumiu o comando do time em dezembro de 2021, Yglésio viu o Moto ficar de fora da Copa do Nordeste após derrota para o CRB, depois o Rubro Negro ser eliminado na Copa do Brasil pelo Tombense-MG e agora eliminação precoce no Maranhense 2022 após derrota para o IAPE. Foram três eliminações em apenas 120 dias de gestão. Já daria até para pedir música no fantástico na TV Globo.

É notório que Yglésio tem muita vontade, quer realizar mudanças no clube, mas não basta só isso, já que o Moto tem problemas históricos, muitos deixados por ex-presidentes, que ainda continuam no conselho do clube, literalmente atrapalhando a gestão. Quem acompanha futebol, e é torcedor do Moto como é o caso do editor chefe do G7, sabe que paixão não resolve problemas internos e muito menos externos dentro de um clube com a grandeza do Moto Club. Acho que falta assessoria ao presidente Yglésio, alguém que conheça de futebol, saiba os caminhos para buscar parcerias com times grandes do futebol brasileiro e conheça o mercado da bola.

O que tenho visto nas redes sociais é apenas Yglésio colocar culta no ex-presidente Natanael Júnior, como se ele fosse o único culpado de tudo. É bom lembrar, que Natanael pegou o comando do Moto no pior momento da história do clube e do Brasil, já que estávamos em uma pandemia de Covid-19, onde foi proibido público nos estádios e mesmo assim, sei lá como, mas Natanael conseguiu montar bons elencos e jogar de igual para igual com Sampaio, inclusive vencendo o time Boliviano.

Não estou aqui defendendo Natanael Júnior, até porque não tenho carta branca nem para defendê-lo e muito menos para acusá-lo. O que eu acho, como torcedor do Moto que sou e acompanho o Papão do Norte há 30 anos, é que Yglésio precisa esquecer o passado, focar no presente, se quiser ter uma história diferente no futuro. Caso contrário, pode fazer o Moto um trampolim político e fazer como fez Jota Pinto, Edmar Cutrim, Cléber Verde e até mesmo Hans Nina, que usou o Moto para chegar a direção da FMF.

O Moto é grande, mas precisa de organização. Não será da noite para o dia, que tudo se resolverá. è preciso planejamento, igual o IAPE, hoje o clube mais bem organizado do Maranhão, faz através de seu presidente Guilherme Freitas e seus sócios. O IAPE poderia ser a única referência de gestão para que Yglésio possa acordar e entender, que mudanças são feitas, mas não bruscamente. Ninguém troca o motor de um barco no meio do oceano. O Moto tem feito isso, mas os resultados são catastróficos, como aconteceu com a saída de Carlos Ferro e a contratação de um treinador desconhecido, que vinha de um rebaixamento no Gauchão 2022.

Durante o programa Bate Bola da rádio Mirante AM, o repórter setorista do Moto, acabou noticiando uma possível demissão em massa dentro do Moto, e aproximadamente 12 jogadores devem deixar o clube, o que acaba atrapalhando ainda mais as pretensões do clube visando a Série D. Segundo o setorista, até a comissão técnica está na corda bamba, inclusive o treinador, que chegou há três semanas. Mais um erro que deve atrapalhar o Moto futuramente.

É aguardar pra ver, mas o caminho ainda é planejamento, em se tratando de clube de futebol… Ninguém vive de passado, principalmente torcedor…

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