MARANHÃO

Carnaval 2026: venda antecipada de passagens para veículos no ferryboat é suspensa no período momesco

Quem pretende curtir o carnaval na Baixada e no Litoral Ocidental Maranhense terá de enfrentar longas filas, permanecer em casa ou arriscar a MA-014.

As empresas Servi Porto, Internacional Marítima e Henvil comunicaram oficialmente, por meio de suas plataformas digitais e guichês, a suspensão da venda antecipada de passagens para veículos no sistema de ferryboat durante o período do Carnaval de 2026.

Com a medida, quem planeja viajar para a Baixada Maranhense ou para o Litoral Ocidental do estado terá poucas alternativas: enfrentar a tradicional e desgastante fila de espera nos terminais da Ponta da Espera, em São Luís, e do Cujupe, em Alcântara; optar por não viajar; ou encarar a MA-014, rodovia conhecida pelas más condições de trafegabilidade.

Segundo os comunicados divulgados pelas operadoras, está suspensa a venda antecipada de passagens para embarque no Terminal da Ponta da Espera nos dias 12, 13 e 14 de fevereiro. Já no Terminal do Cujupe, a suspensão ocorre nos dias 17, 18 e 19 de fevereiro, período de maior fluxo de veículos na travessia.

Nas plataformas de venda on-line, as datas correspondentes ao período carnavalesco simplesmente deixaram de aparecer para compra. De acordo com informações apuradas, a decisão teria ocorrido por determinação da Secretaria de Estado de Governo (SEGOV), que passou a centralizar decisões relacionadas à operação da travessia ferryboat e ao transporte alternativo que atende a Baixada e o Litoral Ocidental Maranhense.

Com isso, a Agência Estadual de Mobilidade Urbana e Serviços Públicos (MOB) tem sido apontada apenas como órgão homologador de reajustes tarifários. Recentemente, a agência autorizou, de forma discreta, o aumento dos valores cobrados para o transporte de veículos nos ferryboats operados pelas empresas Internacional Marítima e Servi Porto, sem qualquer anúncio público ou diálogo prévio com os usuários.

A suspensão da venda antecipada, somada à ausência de planejamento e à precariedade das alternativas rodoviárias, reforça a crítica recorrente de falta de gestão eficiente do sistema de transporte de ferryboat que atende milhares de maranhenses justamente no período de maior deslocamento do ano.

Enquanto isso, passageiros seguem reféns de filas, incertezas e da improvisação — cenário que se repete a cada semana, sem que soluções estruturais sejam apresentadas pelo governo do Estado.

 TRANSPORTE ALTERNATIVO

De acordo com informações obtidas pelo Portal G7 nesta quinta-feira (29), por fontes no Terminal da Ponta da Espera, como já ocorreu em períodos festivos anteriores, vans e ônibus do transporte alternativo não realizarão a travessia por ferryboat durante o período carnavalesco. Com isso, os passageiros serão obrigados a fazer o deslocamento em etapas.

Na ida, quem sair de São Luís será transportado do Anel Viário até o Terminal da Ponta da Espera. A partir daí, os passageiros farão a travessia via ferryboat e ao desembarcar no Terminal do Cujupe, embarcarão e seguirão viagem em vans ou ônibus até o destino final.

O mesmo procedimento será adotado no retorno do Carnaval. Os passageiros sairão de seus destinos até o Terminal do Cujupe e, após a travessia via ferryboat, embarcarão em ônibus ou vans no Terminal da Ponta da Espera, com destino ao Anel Viário, em São Luís.

A medida, deve repetir períodos anteriores de grande fluxo, reforçando as dificuldades enfrentadas por usuários do ferryboat, que precisam lidar com baldeações, atrasos e a ausência de um sistema deficiente diariamente, mas principalmente durante datas de maior demanda.

NOSSA TORCIDA

Nossa torcida é para que vans e ônibus de linha atravessem via ferryboat, já que idosos e mulheres gestantes e lactantes acabam encontrando dificuldades, principalmente agora com a norma que proibe passageiros dentro de veículos e apenas o ferryboat Cidade de Araioses tem rampa de acessibilidade.

O espaço segue aberto à SEGOV, MOB, Capitania dos Portos, EMAP e Cooperativas do Transporte Alternativo, caso queiram se manifestar sobre o caso.

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