SAÚDE

Casos de câncer de intestino aumenta mais de 10% no Brasil em três anos

Especialista explica o que é, como identificar os sintomas ainda no início da doença e dá dicas de hábitos saudáveis para evitar os casos

O câncer de intestino é segundo tipo mais frequente entre homens e mulheres, ficando atrás apenas do câncer de próstata, nos homens e do de mama, nas mulheres. É o segundo câncer mais comum na população global, segundo dados da Organização Mundial de Saúde, em 2020.

Para o Brasil, estimam-se, para cada ano do triênio de 2020-2022, 20.540 casos de câncer de cólon e reto em homens e 20.470 em mulheres, com aumento na taxa de incidência no número casos de câncer de cólon e reto, em 10,19% em homens e 12,64% a mais em mulheres, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca).

A médica Coloproctologista e coordenadora do curso de Medicina da Faculdade Pitágoras, Denise Priolli, explica mais sobre a doença. “O Câncer de intestino é um tumor que se desenvolve no intestino grosso (cólon) ou no reto, a partir de uma célula ‘mutada’, ou seja, que com agressões externas, sofre uma modificação e se torna ‘rebelde’. Esta célula não obedece a nenhuma regra (ordens do organismo) e multiplica-se desenfreadamente. Passado certo tempo começam a existir muitas células-filhas mutadas que começam a invadir órgãos próximos ou mesmo se espalham para lugares distantes, as chamadas metástases”, detalha.

Sintomas que parecem simples também merecem atenção. Entre eles alterações do hábito intestinal (alternância entre diarreia e prisão de ventre), dores ou desconforto abdominal, perda de peso sem causa aparente, fraqueza ou anemia e/ou alteração no formato das fezes. “É preciso observar que algo não vai bem com o nosso organismo quando ele não funciona mais como costumeiramente e procurar auxílio médico”, alerta.

Famílias com histórico de câncer ou doenças do intestino devem ir ao médico e fazer as consultas de prevenção antes dos 50 anos e “mesmo aqueles que não têm doença na família devem fazer exames preventivos aos 50 anos, porque com a exposição aos riscos ao longo da vida, há aumento da chance de desenvolver a doença”, aponta.

Destaca que hábitos não saudáveis contribuem para o aumento da incidência. “Alguns dos fatores que agridem a célula podem ser evitáveis. Entre outros estão alimentação rica em gorduras e pobre em fibras; defumados; fumo; consumo frequente de bebida alcoólica; história de doenças no intestino. Assim, é importante evitar os maus hábitos e estimular as boas e saudáveis práticas”.

A especialista afirma que é possível detectar a doença em estágio inicial, mas o principal é tentar prevenir e ressalta que os dados do Inca indicam que a adoção das práticas saudáveis pode evitar até 37% dos casos. Segundo Priolli, a prevenção é a peça fundamental.

Confira algumas dicas de hábitos saudáveis que devem ser adotados no dia a dia.  

  • Faça atividade física na maioria dos dias da semana;
  • Tenha uma alimentação rica em fibras (frutas, vegetais e grãos) e pobre em gorduras animais;
  • Não fume;
  • Evite o consumo de bebidas alcoólicas;
  • Realize exames preventivos após os 50 anos;
  • Se têm casos de câncer ou doença de intestino na família, avise seu médico.
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