LEGISLATIVO

Coragem: Paulo Victor abre a “Caixa Preta” ao denunciar promotor de Justiça Zanony Filho por tentativa de extorsão

Presidente da Câmara de São Luís-MA mostrou coragem ao fazer a denúncia no plenário Simão Estácio da Silveira

O clima na Câmara de São Luís continua tenso, mas após o presidente Paulo Victor, usar a tribuna do Parlamento para denunciar o promotor de Justiça Zanony Passos Silva Filho por tentativa de extorsão, os ânimos podem ficar ainda mais acirrados, já que a “bomba” desmascarou um servidor que deveria investigar, mas que agora pode ser investigado. “Talvez esse seja o tema de maior gravidade já trazido nessa tribuna. Mas era preciso trazer”, disse o presidente Paulo Victor.

Segundo o vereador, o promotor teria passado a lhe perseguir e também outros vereadores porque o Presidente teria cortado cargos de funcionários fantasmas. “Ele foi ao secretário Yuri Arrudda, e disse que eu estava sendo investigado pelo Gaeco”, afirmou Paulo.

Logo depois, Paulo Victor disse que cortou toda relação e não atendeu mais nenhum telefonema e não respondeu mensagem do promotor. “Foi iniciada uma perseguição desleal porque foram cortados cargos públicos”, destacou o presidente da Câmara.

“Eu disse a ele que não era bandido e não ia aceitar. A partir daquele momento ele tentou ligar insistentemente, falar com pessoas ligadas a mim e eu não atendi mais. Ele me mandou print de aplicativo de banco pra mostrar que não tinha salário de pessoa que nunca veio trabalhar. A partir daí começou a perseguição. Começou a cobrar prestação de contas do clube de mães Força do Amor”, afirmou Paulo Victor em pronunciamento forte.

No discurso, o presidente da Câmara afirmou que conheceu o promotor há um ano e este sempre se mostrou solícito, até que, há um mês, foi convidado por ele para conversar e que queria cargos na Câmara, ocasião em que começaram as ameaças. Paulo Victor destacou se tratar de um tema de difícil resolução, mas que conta com a justiça para acompanhar o andamento do caso.

Extorsão – Paulo Victor disse que Zanony chegou a enviar lista de pessoas a serem nomeadas no gabinete do presidente. Cobrando esse pedido, Zanony passou a mandar diversas mensagens, áudios e ligações para que não avançasse em medidas contra a Câmara. Segundo Paulo Victor, as ligações eram diárias com os pedidos e duas pessoas chegaram a ser nomeadas e nunca teriam comparecido para trabalhar. Em novo pedido de reunião, Zanony teria apresentado lista com pedido de mais nomeações, recebendo uma negativa do vereador.

Paulo Victor disse que a investigação que foram ambos Edson Gaguinho, Francisco Chaguinhas, Aldir Jr. e Umbelino Júnior, em agosto deste ano, teve toda a condução dada por informações conduzidas pelo promotor Zanony Filho.

“Descobri que essa investigação era falsa e neste dia cortei todas as relações e conversas com esse cidadão. Mesmo assim, ele continuou me mandando mensagens e ligado insistentemente, cobrando salário que não caiu na conta dele. Uma pessoa que nunca trabalhou, querendo ter salário nesta casa”, disse Paulo Victor.

Paulo Victor destacou que, ao vereador Francisco Chaguinhas, Zanony enviou comunicado solicitando que fosse enviado valor ao Grupo de Mães Força do Amor. Enviou, após, documento a vários outros vereadores, solicitando que fossem investigados os repasses feitos pela Câmara a esta entidade. Zanoni entrou com ação pedindo prisão, busca e apreensão, perda do mandato e sequestro de bens envolvendo vários vereadores que haviam sido procurados pelo referido promotor e, em especial, ao presidente da casa, Paulo Victor.

“Eu procurei o Gaeco. A defesa que faço não é contra o Ministério Público, mas contra um promotor de Justiça chamado Zanony Filho. Não compactuamos com ameaças e chantagens. Está aberta uma ação de busca e apreensão, pelo fato de eu não ter cedido a chantagem desse promotor. Tenho recebido várias mensagens em minha casa, que eu estou prestes a ser alvo de medidas judiciais. Por isso, estou aqui na Câmara, dando este testemunho, fazendo essa explanação. Vou entrar com medida, hoje, no Conselho Nacional do Ministério Público, para que retirem o promotor Zanoni de todas as investigações. Muito corta meu coração e me desonra, subir à tribuna com essa declaração, mas, assim não fizer, estarei participando, de forma ativa, de um erro e cometendo um crime”, disse.

Foram impetrados dois habeas corpus em virtude do constrangimento ilegal que se refere à prática de extorsão, realizada pelo promotor de Justiça, Zanony Filho. “Espero em Deus e na justiça do Maranhão, que se corrija esse erro. Se existe erro nesta casa legislativa, que se corrija na justiça, apurando, investigando, não com outro erro. Estou tendo um ato de desespero. É hora de mostrar que essa Câmara não é formada só de bandidos e bandidas. Se há erro, que seja punido, mas, não dessa forma. E, tenho certeza, que nenhum juiz deixará isso passar impune”, alertou Paulo Victor.

“Tenho família, esposa, filhos e mãe e só Deus sabe como a família sofre nesse momento”, destaca Paulo Victor. Ele anunciou ainda, medida para alterar legislação de emendas destinadas pela casa, para que haja mais transparência e mais rigidez, a fim de não ocorrer situação que possam colocar em dúvida o trabalho dos parlamentares.

“Fui informado de que haveria nova investigação contra os mesmos vereadores da última ação e com atenção especial a mim Paulo Victor, com pedidos de prisão, busca e apreensão e perca do mandato. Hoje eu entrarei com pedido para que o promotor Zanony se afaste de toda investigação sobre esta Casa e que o CNMP participe da investigação. E também vou denunciar no CNMP. Também mando expediente para o presidente do Tribunal de Justiça. É hora de provar que essa Casa não é formada de bandidos, como outros poderes falam. Se tem erro, que seja investigado e punido”, destacou.

Paulo Victor finalizou seu pronunciamento falando que o fato político por trás disso tudo será declarado em outra oportunidade. “Se eu tivesse seguido com minha pré-candidatura a prefeitura de São Luís, talvez estivesse sido preso”, declarou o Presidente da Câmara de São Luís-MA implorando ajuda do Conselho Nacional do Ministério Público e do Tribunal de Justiça.

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