EDUCAÇÃO

Denúncia Grave: Alunos das escolas de São Luís lancham farinha com frango

E como de praxe, prefeito Eduardo Braide coloca a culpa no fornecedor

A população de São Luís paga um preço alto por ter escolhido um almofadinha para administrar a capital maranhense. O atual prefeito, Eduardo Braide (PSD), sempre viveu vida de príncipe, nunca soube que é passar fome ou escolher entre comprar uma merenda na bike lanche ou voltar a pé da escola. Seu primeiro emprego foi como presidente da Caema, com salário milionário, bem diferente de 90% dos jovens ludovicenses, que acabam sendo escravos dos empresários varejistas.

No início da noite desta quinta-feira (9), o Portal Imirante (Veja AQUI…), concorrente do G7, mostrou uma denúncia de professores da rede municipal de ensino, que alunos entre 3 e 5 anos estariam comendo no lanche, farinha com franco como a refeição escolar. O caso repercutiu nas redes sociais e como sempre, o prefeito Eduardo Braide, que tem uma vice professora, colocou a culpa no fornecedor, como se fosse o fornecedor que entregasse a merenda pronta, sem o consentimento da direção da escola e da secretária de Educação.

Para além deste absurdo e falta de respeito com o contribuinte ludovicense, há ainda a manifestação para o cumprimento da lei 12.746/2012 que garante inclusão de verdade nas escolas. Coisa que seu Eduardo Braide finge não saber, ou não faz por birra e falta empatia.

Mas a situação é bem pior que os ludovicenses imaginam. Segundo relato de pais de alunos, tem dia que as escolas dão como lanche para crianças, farinha com ovo. “No lanche das 9h, as vezes é Farofa com ovo (ovo que quase não se via), pra completar a palhaçada, tinha uns pedacinhos de cenoura na farofa. Tem dia que é uma água tingida, que eles chamam de suco, com 5 biscoitos água e sal. E em relação às crianças neuroatípicas, sem comentários. É assim que o prefeito de São Luís, Eduardo Braide trata as crianças, principalmente as mais pobres”, descreveu ma mãe de aluno, que preferiu ficar no anonimato.

Segundo fontes, fruta nas escolas da rede municipal de ensino, somente as fotos nos livros dos alunos. No cardápio que seria obrigatório, fica apenas no sonho. E Eduardo Braide na cara de pau, coloca a culpa no fornecedor. É bom lembrar, que nos abrigos da SEMCAS, a situação e quase a mesma coisa. Tem dia que a famosa “Vaquinha“corre solta entre os servidores, para não deixar os adolescentes sem alimentação.

Sobre o primeiro fato, nas escolas municipais da zona rural de São Luís, professores mostram nas redes sociais o prato com a merenda de crianças pequenas. A história de comida balanceada com legumes, hortaliças, carboidratos e mais proteína não consta, segundo os docentes, no cardápio dos pequenos na rede municipal de ensino, que tem uma secretária incompetente, escolhida a dedo pelo prefeito Eduardo Braide.

“A Prefeitura de São Luís tem disponibilizado uma farofa com frango para as crianças de 3 a 5 anos. E a farofa é com a farinha amarela – aqui no Maranhão chamada de farinha d’água. “As crianças se engasgam”, disse uma professora ao Imirante.

Chama atenção para este tipo de alimentação considerando que, em 2022, a Prefeitura de São Luís recebeu mais de R$ 11 milhões para a merenda escolar. E deste total, parte deveria ser sido investido na compra da produção da agricultura familiar. O que houve?

Além deste problema grave na alimentação de crianças na rede municipal de ensino, os professores ainda enfrentam a total falta de estrutura para a educação da primeira infância. Não há brinquedo lúdicos, ornamentação das salas que ajudam na aprendizagem. “Nada novo. Trabalhamos com brinquedos e outros equipamentos ainda da gestão de Edivaldo Holanda Júnior e as salas foram ornamentadas pelas próprias professoras que compraram com seus recursos”, disse outra docente ao Imirante.

Situação delicada para os alunos da rede municipal de ensino de São Luís que enfrenta também o protesto de pais e mães de alunos deficientes que, por lei de 2012, deveria ter um tutor ou acompanhante especializado. Mas a lei não está sendo cumprida pela Prefeitura de São Luís.

Sobre o caso da merenda de farinha para as crianças de até 5 anos, nas redes sociais, o prefeito Eduardo Braide (PSD) informou que irá mandar averiguar e perguntou qual a escola. Como resposta, uma professora disse que estava acontecendo em toda a rede de ensino da capital. Braide fingindo não saber, como se a secretária de Educação fosse inocente.

A Prefeitura de São Luís se pronunciou na noite desta quinta-feira, 9, sobre o caso da merenda escolar. Segundo nota da Secretaria Municipal de Educação SEMED), a empresa que fornece a merenda escolar foi notificada. “A Secretaria Municipal de Educação (Semed) informa que já notificou a empresa responsável pela distribuição da merenda escolar na rede municipal, para que sejam aplicadas as devidas sanções”, descreve a nota mequetrefe da Semed.

NOTA DA SEMED

Já sobre a lei 12.746/2012, a Semed, também em nota, afirma – ao contrário do que dizem os pais e mães de crianças com autismo – que o atendimento especializado e as salas de recursos estão disponíveis em quase 100 escolas da rede municipal. “A Semed informa também que o seletivo de professores está em andamento para a ampliação do número de profissionais de Atendimento Educacional Especializado nas escolas municipais de São Luís”, diz a nota da secretaria.

Resta aos vereadores de São Luís, investigar, apurar e levar ao conhecimento do Ministério Público do Maranhão.

Por Imirante.com

Mostre mais

Artigos Relacionados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo