POLÍTICA

Eduardo Braide subestima orçamento pelo 2º ano consecutivo

Segundo dados do TCE, São Luís já teria arrecadado este ano R$ 4,4 bilhões, ou seja, R$ 162,8 milhões a mais que o prevista na LOA para 2023

SÃO LUÍSFaltando pouco mais de 30 dias para fechar o ano, a gestão do prefeito Eduardo Braide (PSD), praticamente, já arrecadou em 2022 mais do que propõe para 2023: uma receita de R$ 4,4 bilhões. Isso deixa a proposta orçamentária subestimada em relação a 2022 e ao próximo ano. Até o dia 28 de novembro, o Tesouro Municipal já teria arrecadado R$ 4.495.093.258,59 (quatro bilhões, quatrocentos e noventa e cinco milhões, noventa e três mil, duzentos e cinquenta e oito reais e cinquenta e nove centavos), segundo informações disponíveis no Tribunal de Contas do Estado (TCE). Veja abaixo.

O desempenho financeiro gera polêmica e reforça a tese que o blog do Jornalista Isaías Rocha vem levantando desde dezembro do ano passado, apontando que o chefe do Executivo municipal vem subestimando a arrecadação de impostos para evitar a concessão de reajustes salarial para os servidores.

Após o alerta, a administração municipal elevou o valor total da Lei Orçamentária Anual de 2023 (LOA-2023) para R$ 4,3 bilhões, mas ainda permaneceu abaixo da receita arrecadada nos últimos onze meses deste ano.

De acordo com os números do TCE, de janeiro até a última semana de novembro deste ano, já entraram nos cofres municipais a bagatela de R$ 4.495.093.258,59 (quatro bilhões, quatrocentos e noventa e cinco milhões, noventa e três mil, duzentos e cinquenta e oito reais e cinquenta e nove centavos), ou seja, R$ 162.853.028,59 (cento e sessenta e dois milhões, oitocentos e cinquenta e três mil,  vinte e oito reais e cinquenta e nove centavos) a mais do que a receita prevista na LOA para 2023 que ficou na ordem R$ 4.332.240.230,00.

Mantendo o mesmo desempenho deste ano, São Luís pode chegar ao montante de quase R$ 5 bilhões brutos em arrecadação,  mesmo com redução por causa da disputa do ICMS dos combustíveis aprovada pelo Congresso Nacional este ano.

Isso sem contar com as verbas federais e estaduais que cairão na conta da prefeitura para Saúde, Educação, Infraestrutura, Assistência Social e etc.

Por Isaías Rocha

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