PERSONALIDADE

Escritor Antônio Noberto recebe Título de Cidadão Vargem-grandense

A comenda foi aprovada por unanimidade pelos vereadores de Vagem Grande-MA

Durante sessão solene da Câmara Municipal de Vargem Grande na última sexta-feira (11) o Inspetor da Polícia Rodoviária Federal, turismólogo, historiador e escritor Antônio Noberto, recebeu o Título de Cidadão Vargem-grandense. A honraria foi aprovada por unanimidade por todos os parlamentares.

Histórico

Os primeiros contatos de Noberto com Vargem Grande aconteceram ainda na infância dele, quando o mesmo tinha apenas dez anos de idade. O homenageado morou na princesa do Iguará no início da década de noventa, quando passou no concurso para o IBGE (1991) e se tornou Agente Censitário Supervisor (ACS). No ano seguinte, passou em concurso do estado para agente administrativo e, em 1993, foi professor do colégio Francisco Almeida Carneiro.

Ainda em 1993, com apenas 22 anos de idade, se tornou secretário municipal de Vargem Grande e diretor da Rádio Janaína, funções que só foram deixadas quando Noberto assumiu o então cargo de patrulheiro rodoviário federal, em julho de 1994.

Contribuições culturais

No seu único romance publicado, Só por uma estação, uma viagem ao Brasil, obra que tem o enredo na Europa e nos Estados Unidos, mas que tem o Brasil como pano de fundo, Noberto “traz” os protagonistas Robert Fournier e Héléne Montgomeri para uma viagem ao Maranhão com uma parada em Vargem Grande, terra de São Raimundo Nonato dos Mulundus. Em 2006 o romance foi premiado pela prefeitura Municipal de São Luís no Prêmio Literário e Artístico Cidade de São Luís. A obra foi a primeira publicação literária da primeira Feira do livro de São Luís (I FELIS).

Divulgador de Vargem Grande

O homenageado também se destaca por ter levado estrangeiros para conhecer Vargem Grande. Faz uns 10 anos ele levou um casal de pesquisadores franco-espanhol para conhecer o próspero quilombo de Pequi da Rampa, distante uns 20 quilômetros do centro da cidade. E em seguida, conduziu o casal de etnólogos e escritores franceses Jean-Yves Loude e Liliane Lievre. Eles se reuniram na sede da prefeitura com o então prefeito Dr Miguel
e com duas dezenas de representantes de comunidades remanescentes de quilombos. Em seguida foram entrevistar pessoas em Nina Rodrigues. Da visita do casal e das andanças no Maranhão e no Brasil nasceu o livro Pepitas brasileiras: do Rio de Janeiro ao Maranhão 5.000 quilômetros em busca dos heróis negros do país.
Academia Vargem-grandense.

Noberto também é um dos idealizadores e fundadores da Academia Vargem-grandense de Letras e Artes – AVLA (2019), quando indicou vários membros e patronos, a exemplo de Francisco Cordeiro, Rosário de Pompeia, Concita Ribeiro, Duque de Caxias, Kleber Leite, Zé Sampaio e vários outros. A Academia é presidida pela escritora Jucey Santana. Os concertos para a criação da AVLA aconteceram em Zé Doca, no início de 2019, quando Noberto e Jucey acertaram a criação da entidade literária, que contou com a participação de dezenas de outros confrades e confreiras, entre os quais Alice Pires, Benedito Coroba e tantos outros.

Rota dos Balaios

Noberto também é pioneiro na construção de um roteiro da Balaiada nos municípios de Vargem Grande e Nina Rodrigues. Ele e o também escritor (Jether Joran (in memorian) mapearam lugares importantes da maior Revolta popular do Maranhão (1838 a 1841). Atualmente, Antonio Noberto participa do Fórum Rota dos Balaios, que deverá propor um plebiscito para 2021 propondo a alteração do nome do município de Nina Rodrigues para a primitiva denominação de Vila da Manga do Iguará, nome que remete a Guerra da Balaiada. A sugestão da alteração do nome é do Ninense Clemildom Corrêa e a proposição do plebiscito é do homenageado Antônio Noberto.

Doutor Honoris Causa em História e embaixador da paz

O escritor Noberto também é assessor de Comunicação da PRF no estado, sócio efetivo do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão (IHGM), membro fundador e ex-presidente da Academia Ludovicense de Letras (ALL), membro do Conselho diretor da Cruz Vermelha no Maranhão, membro da Luminescence Academie Française (do Vale do Loire). É o idealizador e curador da Exposição França Equinocial para sempre, em cartaz no Centro Histórico de São Luís. Ele também é Doutor Honoris Causa em História pela Federação Brasileira dos Acadêmicos de Ciências Letras e Artes – FEBACLA. E embaixador da paz pela Organização Mundial dos Defensores dos Direitos Humanos – OMDDH.

Por Alpanir Mesquita

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