BEQUIMÃO-MA

Ex-prefeito de Bequimão, Antônio Diniz está inelegível até março de 2030

Diniz, que já cogitava disputar as eleições de 2028, terá que cumprir a condenação imposta pelo Tribunal de Contas da União (TCU)

O cenário da oposição política em Bequimão ganha um novo capítulo com a exclusão, ao menos temporária, de um nome histórico. Com as contas rejeitadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU), o ex-prefeito Antônio Diniz Braga Neto, que administrou o município entre 2009 e 2012, está inelegível até março de 2030. A decisão transitou em julgado em março de 2022, e contra ela não cabe mais recurso. O processo está registrado sob o nº 030.086/2015-9. A lista de inelegíveis foi encaminhada pelo TCU ao TSE.

Nos bastidores, aliados próximos afirmam que Diniz vinha se preparando para retornar ao cenário eleitoral como candidato nas eleições de 2028. No entanto, com a inelegibilidade confirmada, o ex-prefeito terá que rever os planos e, no máximo, atuar como articulador político nos bastidores — apoiando um nome de confiança dentro do grupo, caso consiga unificar as diversas correntes oposicionistas que, desde a derrota para Zé Martins em 2024, atuam de forma fragmentada.

Atualmente, a oposição está dividida em ao menos quatro células distintas, cada uma buscando protagonismo político local. O afastamento de Diniz da disputa reduz as possibilidades internas e pode forçar uma rearticulação visando 2028 — caso o pleito municipal não seja unificado com as eleições gerais em 2030, como vem sendo cogitado nacionalmente.

Pensando em 2026, Diniz tem se alinhado a César Cantanhede com o objetivo de apoiar o ex-prefeito de São Mateus, Ivo Rezende, na disputa por vaga na Assembleia Legislativa. Outro nome que pode integrar esse núcleo político é o Coronel Lopes, fortalecendo uma possível frente regional.

César Cantanhede, por sua vez, tem dado sinais claros de que pretende disputar a prefeitura em 2028. Ele já tem intensificado visitas às comunidades, frequentemente ao lado da liderança local Dinha Pinheiro. A dúvida que fica é: seria César o candidato do grupo com o apoio formal de Diniz? Por enquanto, são apenas conjecturas.

O que se sabe é que o grupo de oposição, apesar de prometer união, costuma funcionar como time de empresa: só se reúne minutos antes do jogo. Até lá, tudo é imprevisível no xadrez político de Bequimão, que ainda tem Dico da Farmácia, Fábio de Zé Preto e Coronel Lopes com lideranças do “grupo”.

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