ROSÁRIO-MA

Família de recém-nascido que morreu no Hospital de Rosário-MA acusa gestão Jonas Magno de negligência

Segundo familiares, a demora no atendimento e despreparo dos profissionais podem ter sido os principais fatores que levaram à morte da criança.

Uma grave denúncia contra a rede pública de saúde de Rosário (MA) tem gerado indignação entre moradores e chamado a atenção de autoridades. A denúncia, feita ao jornalista Carlos Afonso, envolve a morte de um recém-nascido e expõe, mais uma vez, o estado crítico da gestão municipal comandada pelo prefeito Jonas Magno.

De acordo com os familiares da vítima, que residem no bairro Antonina Moraes, o Hospital Municipal de Rosário teria cometido um ato de negligência no atendimento ao bebê, que morreu logo após o parto — realizado de forma emergencial na residência da família.

Segundo o relato, o pai da criança precisou realizar o parto da esposa em casa, após aguardar por uma ambulância que demorou a chegar. Desesperado, ele saiu de bicicleta até o hospital na tentativa de agilizar o socorro. Ainda de acordo com a família, a equipe que chegou ao local demonstrou despreparo, a ponto de não saber cortar o cordão umbilical do recém-nascido de forma adequada.

Já no hospital, o drama continuou. O bebê teria passado por diversos procedimentos mal conduzidos, incluindo várias tentativas frustradas de aplicação de medicação intravenosa. “Furaram várias vezes o bebê porque diziam que não encontravam a veia”, relatou um familiar. Um vídeo gravado no hospital mostra a criança chorando intensamente antes de falecer.

A morte do recém-nascido causou comoção e revolta nas redes sociais e em grupos comunitários da cidade, com moradores cobrando providências do Ministério Público, da Defensoria Pública e do Conselho Tutelar. Para a família, a morte poderia ter sido evitada com um atendimento ágil, profissional e humanizado.

Este não é o primeiro caso envolvendo denúncias de negligência no Hospital Municipal de Rosário. A gestão do prefeito Jonas Magno tem sido alvo frequente de críticas relacionadas à precariedade da saúde pública, à falta de insumos básicos e ao despreparo de equipes médicas.

A família afirma que vai buscar responsabilização judicial e pede justiça para que outras vidas não sejam perdidas por conta da omissão e incompetência da gestão municipal.

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