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Festa junina e a nova cultura elitizada

Junho, começa com o colorido da festança mais animada do nordeste.

As ruas, passam a brilhar com a diversidade de danças, ritmos, e harmonias que o embalo junino espalha.

O que antes, era realizado nos bairros tradicionais da ilha, hoje passa a ter agenda marcada nos shoppings centers de São Luís.

Pontue caro leitor, quais os bairros em tempos atuais ainda subsistem as brincadeiras de São João. Quais possuem as quadrilhas mais animadas levantando poeira em terra batida de terreiro? Consequência das ruas não asfaltadas, mas que não impede a alegria da festa?

Os arraiais tomaram conta dos shoppings. Começam desde o começo do mês, e se estende até o início do outro.

A essência junina se esvai? Pois, a festa está se elitizando nos grandes centros comerciais da cidade.

O público, torna-se seleto, escolhido e estrategicamente pensado, a celeuma passa a tomar conta do ambiente limpo, restrito, climatizado e clean.

A brincadeira não possui a característica de transformar o suor em respeito, e o senso de pertencimento a uma comunidade.

Aquelas cantorias que adentra a madrugada torna-se inexistente, já que os shoppings passam a funcionar até as 22h, a festa passa a terminar cedo, para quem está acostumado a viver dias mais prolongados no São João.

A brincadeira, passou a ser um objeto cultural de valor simbólico, atração comprada nos shoppings, cabide de emprego para os brincantes, e não mais a ludicidade como impulso para o se animar.

Quem quiser apreciar o período ou se alegrar com a família, precisa ir aos shoppings, pois o cultural tornou-se vitrine comercial de uma festa em movimento.

Texto: Tamara Cristina

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